Sexta, 20 Abril 2018

Interesse pelas prefeituras de Juatuba e Mateus Leme aumenta na internet

Publicado em Geral Segunda, 16 Abril 2018 15:58
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Todas as pesquisas realizadas no Google, multinacional de serviços online e software dos Estados Unidos, vão para um banco de dados da empresa, que armazena o perfil e as buscas dos usuários de cada região. Com base nessas informações, é possível saber quais são os interesses de quem acessa a plataforma.

 

O relatório mais recente disponibilizado pelo grupo mostra que o interesse dos usuários da internet sobre os atos do Executivo cresceu na região. Desde 2017, os internautas de Mateus Leme procuram mais informações a respeito da Prefeitura e também se interessam pela gestão de Juatuba, que, por sua vez, apresentou aumento de 50% na averiguação dos dados acerca do poder público.

 

No entanto, o tópico não foi o de maior destaque. O nome “Palácio dos Leilões” ocupou as cinco primeiras posições do ranking, com pequenas alterações nos termos digitados. Em sexto lugar aparece a Prefeitura de Betim, seguida pela Ambev e pesquisas por acidentes. A administração local nem chega a figurar na lista dos dez assuntos mais procurados de 2017.

 

Já em Mateus Leme, houve elevação de 90% nas buscas sobre a o governo municipal. Na classificação, a Prefeitura ocupou o sexto lugar, ficando em primeiro a tradicional Festa de Junho. Em segundo, ficou a “previsão do tempo”; em terceiro, “lotes”; e quarto, a “temperatura”.

 

O interesse dos internautas pelo Executivo, em 2018, continua em ascensão. De 1º de janeiro até nesta quarta-feira, 11, “Prefeitura de Mateus Leme” ocupava a terceira posição entre os assuntos mais pesquisados, atrás dos tópicos “Mateus Leme” e “Mateus Leme MG”. Na quarta colocação, “Recanto Azul Mateus Leme” e fechando a lista “CEP Mateus Leme”. Em Juatuba, o único termo que aparece até agora, com grande número de pesquisas, é “Prefeitura”, sendo sinalizado pelo Google que houve acréscimo de 70% nas buscas por esse tópico.

 

Vigilância constante

 

O Google obtém informações sobre o usuário e monitora todos os movimentos dele na rede, com base nos rastros digitais deixados. Isso é possível a partir do momento que alguém acessa a internet ou adquire um smartphone com sistema Android, já que é necessário criar uma conta para baixar aplicativos. Ao mesmo tempo em que os usuários têm a percepção de vigilância, há uma viabilização de dados naturalizada na rotina da sociedade contemporânea, por meio da ferramenta de busca, navegador Chrome, Gmail, YouTube, Sistema de Posicionamento Global – GPS - e outros diversos serviços.

 

Com essa teia de serviços, o Google consegue criar uma espécie de personalidade virtual, baseada no comportamento de cada indivíduo. Esse monitoramento soma-se ao acúmulo de dados de cada usuário, o que pode ser considerado o fenômeno denominado Big Data. O buscador armazena tudo o que é colocado nas plataformas. Por isso, ao navegar em determinada página, o internauta vê anúncios de produtos que já havia pesquisado ou até falado por meio de aplicativos de áudios.

 

Para preservação da privacidade, especialistas em tecnologia e computação recomendam que usuários da internet realizem com frequência a limpeza do cachê do navegador, desativem os cookies (que guardam informações sobre determinado site ou aplicativo) e troquem as senhas das redes sociais e endereços eletrônicos regularmente.

 

Para o Google, a prerrogativa é definir o perfil do consumidor, com o intuito de vender essas informações às empresas, para que possam anunciar de forma direcionada, ou seja, a pessoa só verá propaganda daquilo que pesquisou na plataforma. Todos os dados obtidos são consentidos. A condição está detalhada nas letras miúdas dos termos de serviço, quando é baixado um aplicativo ou criada uma conta em canais oferecidos pela empresa.

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