Sexta, 17 Agosto 2018

Governo quer apoio de igrejas para prevenir criminalidade entre jovens

Publicado em Geral Terça, 08 Maio 2018 17:22
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O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, recebeu nesta segunda-feira, 30, representantes de entidades religiosas na tentativa de sensibilizá-las a ajudar o governo a reduzir a criminalidade no Brasil, tendo como foco a juventude mais vulnerável. Após apresentar dados indicando que pôr as pessoas na cadeia não está resolvendo o problema da violência, Jungmann fez um pedido para que as igrejas “abracem” os jovens a fim de prevenir a criminalidade, especialmente nas cidades onde mais se mata no país.

 

Esse foi o segundo encontro do ministro com segmentos específicos. Na semana passada, ele e o presidente Michel Temer estiveram reunidos com integrantes do Sistema S e das federações de indústria e comércio. O foco da estratégia do governo são as 111 cidades que registram metade dos homicídios ocorridos no país. Na quarta-feira, 02, Jungmann se reuniu com os ministros da área social para discutir as parcerias que deverão ser firmadas com os diferentes setores da sociedade.

 

Durante os encontros, foram apresentados números sobre o crescimento da população carcerária brasileira, que já é a terceira maior do mundo. O Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos e da China, que são bem maiores em termos demográficos. A maioria dos jovens presos está nessa situação por ter cometido crimes considerados menos graves, mas acaba sendo cooptada pelas facções criminosas e não consegue se reinserir na sociedade.

 

Participaram membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB -, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, da Aliança Evangélica Brasileira, da Assembleia de Deus e da Igreja Universal.

 

População carcerária

 

A reunião começou com a apresentação de slides sobre o crescimento da população carcerária: em 1990, eram 90 mil apenados, e os dados mais atualizados, de 2016, registram cerca de 730 mil pessoas presas no Brasil, indicando que, enquanto a população brasileira cresceu 20%, o aumento nas prisões foi de 471%. Desse montante, 40% são presos que ainda não foram julgados, nem condenados pela Justiça, e 55% têm entre 18 e 29 anos.

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