Quinta, 17 Agosto 2017

Júlio Fares destaca dificuldades enfrentadas na administração em entrevista à rádio da capital

Publicado em Política Terça, 08 Agosto 2017 16:30
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“A situação está muito difícil”. A frase, um recorte da entrevista concedida pelo prefeito Júlio Fares,  rádio Super Notícia FM, de Belo Horizonte, esta semana, salienta os desafios do chefe do Executivo, depois de sete meses à frente da administração de Mateus Leme. Durante a conversa, veiculada no programa Café com Política, Fares abordou diversas questões que têm sido entraves para o crescimento e desenvolvimento da cidade, com destaque para o atraso das obras da MG-050, motivo de uma ação ajuizada por ele contra a concessionária, empreiteira e governo do Estado. O gestor reclamou também da falta de recursos e das dívidas herdadas do antigo governo. 

Sobre as intervenções na rodovia, o prefeito voltou a dizer que são um grande problema.  “A segunda etapa da duplicação já começou há três anos, com um prazo previsto para conclusão em 12 meses. Temos mais de dois anos de atraso, o que deixa a cidade completamente bagunçada. Muitas pessoas perderam suas vidas atropeladas na rodovia, por falta de segurança e sinalização. 

Depois que protocolamos uma ação na Justiça, a empresa retomou as obras e a gente espera a conclusão para o final de novembro”, afirmou. O chefe do Executivo salientou os prejuízos causados pelo atraso no cumprimento do cronograma e falta de planejamento. “Temos um levantamento sobre os danos das ruas danificadas, que passa de R$ 1,5 milhão. Mas, comerciantes também foram muito prejudicados. Pedimos que o Judiciário levante o valor para que seja restituído ao Município, aos empresários, à população”, assegurou.  

Em relação à situação financeira de Mateus Leme, Fares ressaltou que a alternativa tem sido “apertar o cinto”. “Assumimos a Prefeitura com uma divida de R$ 10 milhões e conseguimos pagar a metade em seis meses. Isso porque fizemos muita economia. Cortamos a estrutura administrativa, e 160 cargos comissionados para 80, sendo que todos tiveram os salários reduzidos. Diminuímos de 120 para 25 as linhas de telefone celular. A gente economiza em todas as partes, com foco especial na questão de licitações. Conseguimos colocar a dívida com fornecedores em dia e isso ajuda porque, antes, em concorrências, participavam três, quatro empresas. Hoje, participam de 12 a 15 e conseguimos comprar mais barato”, explicou. 

O prefeito contou que só no primeiro semestre a arrecadação do Município caiu R$ 1 milhão, montante considerável para uma cidade que tem receita pequena. “Temos que colocar as contas em dia, a casa em ordem. Enxugamos gastos, o servidor tem que produzir mais para prestar um serviço de qualidade. Mas estamos conseguindo. Passamos a pagar os salários no quinto dia útil. Há mais de dez anos, os funcionários não sabiam que dia iriam receber. O que fazemos é gerir a cidade como uma empresa. O funcionalismo está retribuindo, prestando um excelente trabalho, compensando a falta de pessoal”, encerrou. 

 

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