Quarta, 25 Abril 2018

Deputado acusa governo do Estado de apropriação indevida do dinheiro de servidores

Publicado em Política Segunda, 20 Novembro 2017 08:02
Avalie este item
(0 votos)

Servidores do Estado de Minas Gerais têm sido bastante prejudicados com os constantes atrasos para pagamento dos vencimentos mensais, que, em alguns casos, de acordo com o valor da remuneração, ainda são escalonados. E a situação parece ainda mais complicada, diante de denúncia feita pelo deputado estadual Fabiano Tolentino, nesta semana, no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG. De acordo com o parlamentar funcionários públicos estaduais estão recebendo cobranças de instituições financeiras por empréstimos consignados cujas parcelas já foram descontadas em folha. 

“As prestações são quitadas e o Estado não repassa ao banco. Tem gente com nome indo para o Serasa e Serviço de Proteção ao Crédito porque os recursos são retidos. Recebi várias reclamações nesse sentido”, comentou. 

Em 2016, um jornal de Belo Horizonte publicou matéria sobre supostas “pedaladas” do Executivo de Minas Gerais com dinheiro do funcionalismo. A reportagem, veiculada em 19 de maio do ano passado, dizia: “A maior parte dos bancos e das financeiras que oferecem linhas de crédito consignado para servidores públicos do Estado de Minas Gerais estaria suspendendo novas operações de financiamentos à categoria, por não estarem recebendo as parcelas. (…) o Estado não estaria repassando aos bancos as parcelas descontadas da folha de pagamento dos funcionários que contraíram empréstimos consignados”. 

Ao abordar o assunto, Fabiano Tolentino frisou que é prática recorrente deste governo a apropriação de valores para o custeio da máquina pública. O deputado ressaltou a gravidade do problema e pediu aos colegas que contribuam com medidas de advertência a Fernando Pimentel. 

“Isso é crime! É apropriação indébita. Esta Casa precisa apurar isso a fundo, porque não podemos admitir que um governo faça isso. Precisamos analisar essa situação com cautela, mas com muita urgência. O responsável, secretário de Planejamento ou governador, tem que ser preso, porque está pegando algo que não lhe pertence. Isso é um absurdo e não podemos nos calar”, bradou. 

Lido 209 vezes

Deixe um comentário

SUGESTÃO DE MATÉRIA

EDIÇÃO EM PDF ONLINE