Quinta, 16 Agosto 2018

Pressão popular faz presidente da Câmara de Mateus Leme retirar proposta de aumento para vereadores de pauta

Publicado em Política Segunda, 26 Fevereiro 2018 15:38
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Desde que foi apresentado, durante a reunião ordinária dos vereadores de Mateus Leme, no início de fevereiro, o projeto de resolução n.º 1, de 25 de janeiro de 2018, motivou muitas manifestações de indignação. A matéria, assinada pela mesa diretora, tinha como objetivo a recomposição salarial dos representantes da Câmara em 2,95% e, se aprovada, elevaria os vencimentos dos parlamentares de R$ 7,2 mil para R$ 7.412,00. 

A população reagiu, os protestos tomaram conta das redes sociais e rodas de conversas na cidade. Diante dos sinais de que o movimento ganharia força, o presidente do Legislativo, Reginaldo Teixeira Rodrigues, decidiu arquivar a proposta. “Nos reunimos e decidimos que este ano não haverá reajuste”, anunciou. 

O projeto para aumento dos salários dos vereadores chegou ao plenário no último dia 05, pronto para ser colocado em votação, que, no entanto, foi adiada sob pedido de vistas de Arilton Gaudêncio Santiago, o “Pretinho do Hospital”. Na ocasião, o ex-presidente da Câmara, Cristiano de Oliveira, que estava à frente dos trabalhos até dezembro passado, afirmou ser contra a medida e pediu o apoio dos colegas no sentido de derrubá-la. O parlamentar explicou o posicionamento. 

 

“Os municípios brasileiros, e Mateus Leme não é diferente, ainda enfrentam muitas dificuldades por causa dos reflexos da crise política e econômica que assolou o país. Os servidores da Prefeitura há vários anos têm salários defasados, devido aos percentuais aplicados, abaixo da inflação. Eu acho que nós devemos isso ao povo. A proposta é completamente legal, mas eu fico muito preocupado com o que nós vivemos hoje, diante da necessidade de investimentos em melhorias para a população, como na saúde e infraestrutura. Eu conto com a sensibilidade dos senhores. Eu não posso votar reajuste para mim”, pontuou, durante as discussões. Apesar disso, Reginaldo insistiu em colocar a matéria para apreciação do plenário. “Está em dia e vou pôr em votação, Vossas Excelências votem contra ou a favor”, disse. Nesse momento, “Pretinho” solicitou o adiamento, alegando necessidade de mais tempo para análise.  

 

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