Domingo, 23 Setembro 2018

Processo de Clésio Andrade no "Mensalão Mineiro" está concluso para despacho

Publicado em Política Segunda, 23 Abril 2018 14:19
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A Justiça mineira condenou o jornalista Eduardo Pereira Guedes Neto a 17 anos e cinco meses de reclusão pelos crimes de peculato, praticado cinco vezes, e lavagem de dinheiro, em seis ocasiões, na ação penal que ficou conhecida como “Mensalão Tucano”. A sentença, da juíza Lucimeire Rocha, titular da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, foi publicada no último dia 10, no Diário do Judiciário eletrônico – DJe.

 

De acordo com a Promotoria, o acusado e mais 14 pessoas foram responsáveis por um esquema criminoso que destinava dinheiro público para a campanha do então candidato a governador do Estado, Eduardo Azeredo. Entre os supostos envolvidos, Clésio Andrade, que na época compôs a chapa para concorrer ao Executivo de Minas Gerais como vice.

 

Em 2011, a denúncia contra réu Clésio Andrade foi remetida ao Supremo Tribunal Federal – STF -, uma vez que ele assumiu uma vaga no Senado. Sob a alegação de problemas de saúde, em julho de 2014, o senador renunciou ao cargo. A ação retornou à 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, e, de acordo com as últimas informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG -, agora está conclusa para julgamento.

 

O ex-governador Eduardo Azeredo foi sentenciado em dezembro de 2015 a 20 anos e 10 meses em regime fechado, por peculato e lavagem de dinheiro. Em agosto de 2017, o TJMG confirmou a condenação.

 

Já em outubro passado, a Justiça condenou Renato Caporali Cordeiro a quatro meses e 15 dias de detenção em regime aberto, por desvio recursos. Em relação a Lauro Wilson de Lima Filho, a punibilidade acabou extinta, pois o prazo prescreveu, já que fez 70 anos em 2017; Cláudio Mourão e Walfrido dos Mares Guia completaram essa idade, respectivamente, em 2014 e 2012. Fernando Moreira Soares faleceu em 2015. Clésio Andrade chega aos 66 em outubro de 2018. Os processos referentes a Marcos Valério Fernandes de Souza, Ramon Hollerbach e Cristiano de Mello Paz também estão prestes a serem julgados.

 

O “Mensalão Mineiro” consistiu na celebração de contratos de mútuo pela empresa SMP&B Publicidade, da qual Clésio Andrade era sócio, com o Banco Rural. O pagamento seria feito com recursos captados das empresas Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa -, Companhia Mineradora de Minas Gerais – Comig - e Grupo Financeiro Banco do Estado de Minas Gerais - Bemge. Posteriormente, os valores emprestados foram sacados e destinados à campanha e aos responsáveis pela operação.

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