Sexta, 17 Agosto 2018

Justiça condena Clésio Andrade no esquema do “Mensalão Mineiro”

Publicado em Política Terça, 22 Maio 2018 13:20
Avalie este item
(0 votos)

O Diário do Judiciário publicou nesta terça-feira, 15, a condenação do juatubense Clésio Andrade, o mais influente político da cidade, por participação no esquema que ficou conhecido como “Mensalão Tucano”. Ele foi sentenciado a cinco anos, sete meses e 15 dias de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro. A juíza titular da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Lucimeire Rocha, também determinou o pagamento de 80 dias multa. Mas, fixou o regime inicial de cumprimento da pena em semiaberto.

 

A decisão contra o presidente da Confederação Nacional dos Transportes – CNT, que já exerceu mandato como vice-governador de Minas Gerais e ainda ocupou cadeira no Senado, teve como embasamento três saques em espécie, de R$ 350 mil, R$ 1,96 milhão e R$ 250 mil feitos em 1998. De acordo com os autos do processo, Clésio Andrade participou do desvio de R$ 3,5 mi em recursos públicos para a campanha pelo governo do Estado, encabeçada por Eduardo Azeredo. O dinheiro era cooptado por meio de agência de publicidade do empresário Marcos Valério. Conforme a denúncia, o juatubense, junto de Cristiano Paz, Ramon Hollerbach e Marcos Valério, fundou a SMP&B, “responsável pelo financiamento criminoso da disputa pelo Executivo mineiro”.

 

A magistrada decidiu absolver Clésio Andrade da acusação de peculato, imputada pelo Ministério Público Federal. O dia-multa foi estabelecido pela juíza no valor de cinco salários mínimos vigentes em 1998. Ela determinou o cumprimento da pena com o trânsito em julgado e que seja expedida ao Tribunal Regional Eleitoral – TRE -, informação sobre a situação de inelegibilidade.

 

O acusado tem até a próxima FOTO TÚLIO SANTOS - EM - D A PRESS terça-feira, 22, para apresentar ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG-, o embargo de declaração, que é protocolado e encaminhado para a análise em segunda instância. Em nota encaminhada à imprensa, Clésio Andrade declarou que “a sentença é injusta e absurda”.

 

“É também contraditória, na medida em que reconhece minha saída das empresas que foram acusadas de lavagem de dinheiro, antes da ocorrência dos fatos. Em 1998, eu não era funcionário público, não era vice-governador, não era sócio das empresas citadas, não participei do núcleo da campanha política e não atuei no núcleo do governo. É difícil entender como o meu nome pode ter sido associado aos fatos investigados na ação. Vou recorrer e provarei minha inocência, pois tanto o Superior Tribunal de Justiça quanto o Supremo Tribunal Federal já acolheram teses de defesa em situações idênticas”, argumentou.

Lido 208 vezes

Deixe um comentário

SUGESTÃO DE MATÉRIA

EDIÇÃO EM PDF ONLINE