Domingo, 23 Setembro 2018

Paciente de Mateus Leme morre por causa de complicações da febre amarela

Publicado em Saúde Segunda, 22 Janeiro 2018 14:47
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A febre amarela fez uma vítima em Mateus Leme. Foi confirmada no início da tarde desta quinta-feira, 18, a morte de um morador do povoado de Freitas, na zona rural, por complicações da doença. O homem, de menos de 30 anos, estava internado no Hospital Regional de Betim. Como a comunidade está em área limítrofe, a Secretaria de Saúde de Itaúna também acompanha o caso. E, de acordo com as informações obtidas pela reportagem junto à Assessoria de Comunicação da Prefeitura da cidade vizinha, já estavam previstas para esta sexta-feira, 19, ações para reforço da prevenção na localidade.  A estratégia definida é o encaminhamento de servidores da pasta para orientar e imunizar a parcela da população que ainda não recebeu a vacina. 

O surto da enfermidade acendeu o alerta na Região Metropolitana de Belo Horizonte – RMBH – desde o fim de dezembro. A situação ficou ainda mais alarmante nos últimos dias, e com o óbito do paciente de Freitas, subiu para 17 o número de falecimentos em Minas Gerais em decorrência do vírus. Até o fechamento desta edição, na noite de quinta, estavam confirmados 22 casos em todo o estado, sendo 59% deles no entorno da capital. 

Além de Belo Horizonte e Mateus Leme, Brumadinho, Caeté, Nova Lima, Rio Acima, Itabirito e Mariana registraram a doença em moradores. As duas últimas cidades estão na Região Central de Minas Gerais, mas respondem à Regional da capital. Os dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que a maioria dos casos confirmados é de homens que não se vacinaram. A maior parte das vítimas tem entre 31 e 69 anos. O que impressiona é a letalidade da doença, que ultrapassou 68%. 

A cobertura vacinal em Minas Gerais estava em 82% no início do período, mas a meta é imunizar 95% da população. As doses estão disponíveis, gratuitamente, por meio do Sistema Único de Saúde - SUS. Devem ser vacinadas pessoas acima de nove meses e até 59 anos. Quem tem mais de 60, grávidas e mulheres que estão amamentando bebês menores de seis meses só devem tomar se forem se deslocar para áreas com transmissão ativa da enfermidade, ainda assim, com orientação médica. A imunização é contraindicada para quem tem alergia a ovo. 

 

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