Sexta, 25 Maio 2018

“Síndrome mão-pé-boca” atinge várias cidades e deixa pais em alerta

Publicado em Saúde Domingo, 29 Abril 2018 19:49
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Minas Gerais está em alerta por causa do aumento dos casos da “Síndrome mão-pé-boca”, que provoca bolhas e feridas nessas três partes do corpo e atinge, principalmente, crianças menores de cinco anos. Conforme os dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde, entre janeiro e abril, seis cidades mineiras já enfrentaram epidemia e contabilizaram, pelo menos, 154 doentes. No ano passado, apenas Varginha, na região Sul, teve registros.

 

A notificação não é compulsória, sendo comunicadas apenas as ocorrências de surtos. Por isso, ainda é impreciso o número de pessoas que contraíram a enfermidade. As motivações para o crescimento das contaminações ainda são analisadas pelos especialistas da área, que reforçam que o quadro é mais comum nesta época.

 

A síndrome é uma doença virótica altamente contagiosa. Apesar de mais frequente entre os menores de cinco anos, pode afetar adultos. Geralmente tem evolução autolimitada, ou seja, tem período definido de início e término.

 

O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões. O período de incubação do vírus é de quatro a seis dias. Geralmente a enfermidade começa com febre (38°C a 38,9°C). Depois, aparecem aftas dolorosas e gânglios aumentados no pescoço. Em seguida, pode surgir nos pés e nas mãos uma infecção moderada sob a forma de pequenas bolhas não pruriginosas e não dolorosas, de cor acinzentada com base avermelhada. Nas crianças, a desidratação é a complicação mais frequente.

 

Transmissão e Cuidados

 

Os vírus que causam a enfermidade podem ser encontrados em uma pessoa infectada. A transmissão é oral ou fecal, através do contato direto com secreções de via respiratória (saliva), feridas que se formam nas mãos e pés e pelo contato com as fezes de contaminados u então, por alimentos e objetos.

 

Ainda não existe vacina. Por isso, medidas de prevenção e interrupção da cadeia de transmissão são importantes. Entre as recomendações, lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente depois de trocar fraldas e usar o banheiro; limpar e desinfetar superfícies tocadas com frequência e itens sujos, incluindo brinquedos. Outra orientação é evitar contato próximo, como beijar, abraçar ou compartilhar utensílios ou xícaras. 

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