Segunda, 25 Junho 2018

Valéria fala sobre processo e diz que não se arrepende de priorizar saúde

Publicado em Saúde Terça, 22 Maio 2018 11:43
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Prefeita pretende fazer representações contra todas as “fake news” a respeito da atual administração

 

Em 2016, a prefeita Valéria Aparecida dos Santos aceitou uma proposta da Instituição de Cooperação Intermunicipal do Médio Paraopeba – i.Cismep – para a aquisição de exames pelo Município, oferecidos entre agosto e novembro, aos usuários da rede pública. De acordo com informações obtidas pelo JORNAL DE JUATUBA E MATEUS LEME, o consórcio reuniu diversos gestores para informar que anteciparia os procedimentos. A intenção era fechar o calendário em outubro, dando três meses, até dezembro, para que as prefeituras fizessem o pagamento pelos serviços prestados, sem que ficassem restos a pagar para o ano subsequente. A medida visava principalmente evitar que as novas administrações não cumprissem com os compromissos firmados.

 

Diante da longa fila para a área de Oftalmologia, com mais de três mil pessoas à espera de assistência, Juatuba foi uma das cidades a aceitar a proposta da i.Cismep, que agendou os atendimentos conforme a disponibilidade. No entanto, apesar de a iniciativa ter partido do consórcio, assim como os prazos estabelecidos para a quitação dos débitos, a situação acabou na Justiça Eleitoral, após uma denúncia anônima. A acusação era de possível abuso de poder econômico por parte de Valéria, pelo fato de o contrato ter sido firmado em ano de eleições municipais. “Eu autorizei a compra dos exames por causa da demanda reprimida que a gente tinha e recebemos uma boa oferta naquele momento, ainda em julho. Eu só pensei em atender as pessoas que aguardavam e aceitei”, contou a gestora, em entrevista nesta semana, quando falou pela primeira vez publicamente a respeito do processo que vem enfrentando.

 

Valéria destacou que Juatuba não foi o único Município a contratar os procedimentos e que sequer realizou todos os pedidos, que eram pouco mais de mil exames. De acordo com a chefe do Executivo, em algumas cidades foram feitos quase dois mil procedimentos. A prefeita ressaltou também que uma prova de que o contrato não foi assinado com motivações políticas é o número de atendimentos posteriormente ao pleito, uma quantia bem maior.

 

“Passada a eleição, já fizemos mais exames do que naquela época, zeramos a fila de espera da Oftalmologia. Sem contar que hoje, a maioria da demanda do dia a dia está sendo atendida em Juatuba. Em 2017, nós conseguimos uma especialista que atende no consultório aqui, hoje na Casa Amarela”, explicou.

 

Notícias falsas

 

No dia 19 de abril, a Procuradoria Regional Eleitoral em Minas Gerais emitiu parecer desfavorável a recurso impetrado por Valéria Aparecida dos Santos, o que não significa uma decisão a respeito do caso, já que ainda não houve relatório oficial do relator e muito menos foi marcado julgamento. No entanto, foram divulgadas nas redes sociais notícias falsas (“fake news”) dando conta de que o mandato da prefeita foi cassado pela Justiça, deixando a população confusa sobre o que de fato estaria acontecendo em relação à situação da gestora.

 

“Fico muito triste, porque sou uma pessoa honesta, correta. Eu estou sendo acusada injustamente. Sempre ajudei a população a conseguir esses exames e vou continuar ajudando! Não é porque eu estou num cargo eletivo que eu vou deixar de atender a quem precisa. Eu não iria pensar em mim e deixar o povo sem assistência, mesmo que isso custe meu mandato! Eu não me arrependo de ter assinado o contrato, tinha que ter autorizado sim! Por que eu vou ter uma oferta e não vou marcar os exames se a comunidade está precisando?”, declarou Valéria.

 

A gestora disse também que a partir de agora fará representações contra todas as “fakes news” que surgirem envolvendo o nome dela, do vice-prefeito Alcides Osório da Silva, o Cidinho, de outros membros do Executivo e até do Legislativo. “Chega uma hora em que é preciso dar um basta. Eu cansei do pessoal fazer de mim gato e sapato. As pessoas têm que ajudar a construir e não fazer o que temos visto nos últimos tempos”, comentou.

 

Segundo Valéria, as publicações de notícias falsas acabaram afetando a vida pessoal e até a família. A prefeita lembrou ainda do ingresso na política, justamente pelo envolvimento com a saúde e para ajudar a população. “Eu sou efetiva na área. Então, até mesmo quando eu era vereadora, trabalhava no setor. Na minha casa não tem hora para me procurarem e isso não é de agora, como prefeita”, disse. Valéria enfrentou, desde a campanha eleitoral pela reeleição, nove ações, motivadas por denúncias diversas. Porém, oito processos foram arquivados por não serem comprovadas irregularidades, restando apenas o referente ao contrato com a i. Cismep, que ainda está sendo apurado pela Justiça.

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