Quarta, 24 Janeiro 2018

O efetivo da Polícia Militar, considerado insuficiente para atender à demanda de Mateus Leme, é apontado como uma das causas do aumento da criminalidade, principalmente no ano passado, quando os altos índices de violência deixaram apavorada a população. Em 2014, não foram poucas as manifestações organizadas por moradores e comerciantes, que, indignados diante do grande número de roubos, assaltos à mão armada e assassinatos, foram às ruas pedir cobrar das autoridades mais proteção. 

Nos últimos dias, foram designados sete novos policiais para compor o 6º Pelotão da Sétima Companhia Independente de Mateus Leme, contribuindo para o reforço da segurança. Nesse sentido, outra ferramenta, em uso desde quarta-feira, 14, é o aplicativo Whats App disponível nas viaturas pelos homens em serviço, o que visa dar agilidade aos atendimentos. Com o intuito de colaborar com a implementação do sistema, o vereador Reginaldo Teixeira disponibilizou para três telefones celulares, que podem ser acionados pelos números 75068009 (TIM), 99489041 e 99467981 (VIVO). 

 

Em Juatuba

 

Informações obtidas pela reportagem são de que os protestos feitos pela população de Juatuba também começaram a gerar resultados e o efetivo foi reforçado. No entanto, mesmo em contato com o quartel não foi possível conseguir o número de policiais militares destinados à cidade. O compromisso de aumentar o quadro da PM foi feito pelo comando regional na última reunião entre autoridades e representantes da comunidade, em novembro. 

No entanto, outras medidas consideradas também essenciais para a redução da criminalidade ainda continuam no papel e sem nenhum sinal da administração municipal de que serão concretizados. É o caso da implantação do projeto “Olho Vivo”, que, cobrada há anos, visa o monitoramento de pontos estratégicos por meio de câmeras e já conta com estudo que mapeou os locais em que há maior necessidade de vigilância. A comunidade cobrar também a criação da Guarda Municipal, cuja dotação já está prevista no Plano Plurianual de Ação do Governo Municipal, porém, sem nenhuma ação efetiva para a instalação. 

 

Rosimeire e Rosilene Fernandes são donas de casa e moram em Sítio Novo há 30 anos. Durante todo esse tempo elas acompanharam a evolução do distrito, no limite entre os municípios de Mateus Leme e Florestal, e desde que foram iniciadas as obras de construção da nova unidade de saúde, em novembro de 2014, elas aguardam com ansiedade pela inauguração da obra, prevista para junho em um espaço adaptado para a realização das consultas de seus filhos, atendimentos odontológicos e atividades preventivas em saúde.

 “Nós estamos felizes por esta conquista, ou melhor, esse sonho, que esperamos anos para ver ser realizado. E mais felizes ainda em saber que teremos atendimento médico em um local que oferecerá uma estrutura completa em saúde”, afirmaram as irmãs. E elas têm motivos para comemorar. O imóvel vai contar com salas para atendimento individualizado, espaço odontológico para tratamento acompanhado por dentista, além de áreas de interação e destinadas à realização de campanhas preventivas em saúde.

 “É uma estrutura completa que permite a realização de atendimento básico em saúde e, nos casos mais graves, direcionamento para a rede de urgência e emergência, garantindo o acolhimento dos cidadãos de uma forma digna e respeitosa”, destacou a secretaria adjunta de Saúde, Maria Emília Rocha.

 Os investimentos previstos pela Prefeitura para edificação da Unidade Básica de Saúde Convencional – USC -, com mais de 280 metros quadrados de área construída, são de R$ 430.844,31.  Até a conclusão das obras, os atendimentos continuam no antigo posto, ao lado da Igreja Matriz, na praça principal do distrito. A estrutura profissional será mantida, com um clínico geral, um pediatra, um dentista, um enfermeiro e um técnico em enfermagem.

Com a entrega da nova unidade de saúde em Sítio Novo, em junho, o Município assegurará o funcionamento de quase toda a estrutura de saúde em sede própria. Das sete unidades de Mateus Leme, todas serão em imóveis construídos pelo governo municipal em atenção às normas de vigilância sanitária. O município também concluiu em 2012 a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA – 24 horas) para os casos de urgências e emergências e investe na manutenção e melhorias dos Centros de Saúde instalados nas comunidades rurais de Varginha, Alto da Boa Vista e no bairro Suzana.

Poucas pessoas sabem, mas os vereadores de Juatuba têm direito mensalmente a uma verba indenizatória. E, se para muitos, a existência da dotação, criada por meio de resolução de 2005, é novidade, causa ainda mais espanto o montante reservado a cada parlamentar por mês: R$ 6 mil, quase o salário dos “representantes do povo”, que hoje é R$ 6.300. Portanto, além do custeio de toda a estrutura, com pagamento de servidores concursados e comissionados, ou seja, “de confiança”, veículos, lanches, entre outros gastos necessários para manutenção da Casa, um montante significativo de dinheiro é usado para reembolsar os ocupantes das nove cadeiras por despesas que, apesar de quitadas com recursos públicos,  não são divulgadas pelo Legislativo. 

Entre os meses de janeiro e setembro do ano passado, a Câmara de Juatuba gastou quase R$ 500 mil com a verba indenizatória. Nesse período, praticamente todos os vereadores pediram reembolsos no teto, ou seja, R$ 6 mil mensais. Quem “fugiu” disso, e em raras ocasiões, apresentou notas que totalizaram pouco menos que o máximo permitido, casos do ex-presidente Luiz Carlos Fiedler, o “Galego”, que uma vez declarou ter gasto R$ 5.999,63, conforme empenho feito em fevereiro, mesmo mês em que para Kelissander Saliba, o Ted, foram liberados R$ 5.999,93; padre Hélio Cristino, R$ 5.876,00; e Alcides Osório da Silva, eleito para a presidência no biênio 2015/2016, R$ 5.889,40. Até o fechamento desta edição estavam disponibilizados apenas os demonstrativos dos primeiros meses de 2014. 

A reportagem entrou em contato com a contabilidade do Legislativo e segundo a servidora lotada no setor, a verba indenizatória pode ser usada para combustíveis, materiais de consumo, além de pagamento de assessores e com salários a critério dos parlamentares. O JORNAL DE JUATUBA E MATEUS LEME também tentou obter o detalhamento das despesas por meio da assessoria de Comunicação, no entanto, foi solicitado prazo mínimo de 20 dias para resposta aos questionamentos. Os gabinetes funcionam nas dependências da Câmara e os vereadores se beneficiam da estrutura e dos veículos da Casa para realização dos atendimentos.

 

Novidade

A ReidMoney, empresa que está há nove anos de mercado, vai mudar em breve para sua sede própria, ao lado da Praça do parquinho em Mateus Leme.Aguardem...

 

Festa

A tão esperada Festa de São Sebastião teve início dia 16 e vai terminar dia 20 com participação especial de cantores da cidade. Hoje tem show dos Violeiros do Paraopeba e amanhã apresentação de Samba dos Amigos. Na  segunda está confirmada a presença do Padre Clécio e na terça de Wilsinho Scarpelli. Participe!

 

Show

Hoje, no Forró do Itamar em Betim tem um super show com o cantor Pedro Cavaleri. Até as 22 horas mulheres não pagam ingresso e ainda concorrem a  brindes. 

E no próximo dia 23 a partir das 22 horas, no Patafufo em Pará de Minas, quem vai fazer um show exclusivo  é a famosa dupla Teodoro e Sampaio.

 

Aniversário

No próximo dia 23, a competente dentista Adriane Braz completa mais um ano de vida. Esta coluna a parabeniza e deseja muitos anos de vida e sucesso sempre!

A Prefeitura de Mateus Leme intensifica a partir desta semana as ações de controle e combate ao mosquito transmissor da dengue e da febre Chikungunya. Desde segunda-feira, dia 05, agentes da Secretaria Municipal de Saúde realizam o Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti – LIRAa – o primeiro de 2015, com o objetivo de identificar os focos de proliferação do inseto e exterminá-los. O resultado, previsto para ser divulgado no início da próxima semana, vai apontar as áreas de maior presença do mosquito e indicar os bairros e distritos que receberão reforços no combate à doença.

 Este ano o LIRAa é realizado com antecedência, dois meses mais cedo que em 2014. A expectativa é que, identificadas as áreas de maior presença do Aedes aegypti, tanto a Secretaria Municipal quanto a Secretaria de Estado de Saúde tenham condições de planejar ações para diminuir o número de casos de dengue.

 Além de preventivas, em 2015, as estratégias de combate ao mosquito transmissor da doença serão mais rigorosas. “Desde 2013 as autoridades sanitárias sabem que ele pode transmitir também o vírus CHIKV, o Chikungunya, que provoca sintomas parecidos aos da dengue, como febre alta, dores de cabeça e nas articulações, além de erupções na pele”, alerta Simone Batista Correa, mobilizadora da Secretaria de Saúde contra as forma de proliferação do inseto.

 

Altos índices

 em 2014

 

A intenção da Prefeitura de Mateus Leme ao antecipar as medidas de controle e combate ao mosquito transmissor da dengue a Prefeitura de Mateus Leme é de minimizar os riscos de contaminação pela doença. Em 2014, o índice apurado no município foi considerado incompatível com o que prevê o Ministério da Saúde para o limite aceitável de infestação. 

No último LIRAa, dos quase 20 mil imóveis cadastrados no município, 491 foram vistoriados. Essa amostragem é suficiente para apontar onde estão as maiores concentrações de larvas e as regiões mais propensas à propagação da doença. É com base no resultado dessa análise que a Secretaria de Saúde sabe se há ou não riscos de epidemia da doença. Se o índice de infestação de larva do mosquito, apontado pelo LIRAa, for superior a 1%, é decretado sinal de alerta. Abaixo de 1% é a margem considerada satisfatória e acima de 4% é porque há risco de um surto de dengue. Em Mateus Leme, o resultado apurado foi de 1,8% em março de 2014.

 Conforme dados da Secretaria de Saúde de Mateus Leme, 90% dos focos do mosquito Aedes aegypti encontrados no município são provenientes dos quintais de casas, caixas d’águas descobertas, vasilhas, engradados, pneus e objetos receptores de águas deixados ao tempo, como pratos de vasos florais e ralinhos de esgoto. E é para mudar essa realidade que a Secretaria de Saúde vai intensificar a mobilização contra o mosquito transmissor da doença.

 A ideia é envolver todos os moradores na luta contra a doença. “A administração está criando condições de identificar com antecedências as áreas de risco e agir preventivamente contra a dengue a febre Chikungunya. Mas, é preciso que todos entendam a importância de eliminar os focos da doença e lutar contra a dengue”, comenta a coordenadora municipal de vigilância em Saúde, Lucélya Nunes de Souza. Ela ressalta que é responsabilidade de todos zelar pela limpeza de quintais e terrenos inabitados, evitar deixar recipientes como pneus, garrafas e latas expostos ao tempo, onde possam acumular água da chuva, manter caixas d’água sempre cobertas e protegidas, além de não deixar água empoçada por mais de dois dias.

 

Mobilização coletiva

 

O dia D de mobilização nacional e prevenção contra o vírus da dengue e também contra a Chikungunya será no dia 07 de fevereiro, sábado. Essa será a segunda data apontada pelo Ministério da Saúde para a realização de uma campanha para instruir a população sobre as formas de prevenir a proliferação do mosquito Aedes aegypti e alertar sobre a gravidade das enfermidades. A primeira mobilização foi no último dia 06 de dezembro.

 “A campanha adota um tom que busca mostrar que a responsabilidade não é só da Prefeitura, é compartilhada com sociedade. É uma responsabilidade de todos. Para intensificar a prevenção, vamos fazer o dia D em fevereiro, época mais quente e mais chuvosa, pra que tenhamos mais resultados no enfrentamento dessas doenças”, afirmou o ministro da Saúde durante o lançamento do calendário de enfrentamento à dengue e à febre Chikungunya, em novembro.

 

A Prefeitura de Mateus Leme terá, a partir deste ano, mais uma ferramenta para evitar desastres provocados pelas chuvas e pelas atividades extrativistas no município. Um estudo encomendado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e apresentado recentemente para a Defesa Civil identificou as principais áreas de risco e está fornecendo subsídios para que órgãos de fiscalização e controle exerçam um papel ainda mais vigilante sobre as áreas propensas a inundação, alagamento e deslizamento.

 O mapa, concluído pela Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, aponta quatro regiões com alto risco de inundações. A principal e maior área propensa ao acúmulo de água da chuva corta o município ao meio estendendo-se por toda a extensão do ribeirão Mateus Leme, passando pelo centro da cidade e no distrito de Azurita, um dos mais populosos do município. A mesma rede hidrográfica também acende o alerta para bairros como Araçás, Imperatriz e Planalto, do outro lado da rodovia MG-050.

 No distrito de Serra Azul até o povoado rural de Freitas, na divisa com Itaúna, outra grande área é monitorada. “Apesar de esta área ser menos povoada, ela manifesta-se com grande potencial de armazenamento de água o que favorece a expansão dos canais hídricos e provoca as inundações”, justificou o secretário municipal de Meio Ambiente, Elvis Gaia, um dos defensores do projeto. “É por isso que os estudos são importantes. Eles vão criar mecanismos para que a Defesa Civil monitore os cursos de água de uma maneira mais eficaz e mantenha controle sob a vazão hídrica”, completou. 

 Os dois outros locais propensos a inundações foram identificados no povoado de Varginha, próximo à divisa com Igarapé e no Distrito de Sítio Novo, no limite com o município de Florestal.

 

 Risco de deslizamentos

 

O estudo apontou ainda as principais áreas com risco de escorregamento. E grande parte delas está no limite sul do município, entre Mateus Leme e Itatiaiuçu, em área de extração mineral. O local é identificado em roxo e outras áreas ganham destaque no perímetro urbano próximo ao bairro Central e ao Distrito de Sítio Novo.

Em marrom, no centro do mapa, uma grande mancha identifica os pontos críticos de deslizamento associados às atividades de escavação.

 “A partir da análise desse mapa o município terá melhores condições de identificar as áreas de risco e monitorá-las, trabalhando no intuito de evitar enchentes nas áreas populosas e acidentes nos locais propensos a deslizamentos e escorregamentos”, completou o secretário de Meio Ambiente.

 

Vigilância para todo o estado

 

Instalado em 2011 em Mateus Leme o radar meteorológico é mais uma ferramenta que está a disposição de vários municípios para identificar a formação de chuvas, tempestades e granizo. O equipamento monitora, com qualidade, um raio de 250 km, mas tem alcance de até 350 km para avaliações qualitativas de entradas de tempestades no Estado de Minas Gerais.

 Com a utilização do radar é possível prever com maior precisão a ocorrência e intensidade de uma chuva e assim alertar a Defesa Civil sobre tempestades que poderão trazer consequências sérias para a população, permitindo uma atuação de forma preventiva.

 

Estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde apontou recentemente o Brasil como “o país das cesáreas”, devido à grande quantidade de partos induzidos. Segundo o levantamento, 84% dos nascimentos ocorrem por meio de intervenção cirúrgica, índice que supera, e muito, o preconizado, que é 15%.  E, pesquisa feita nesta semana pela reportagem mostra que o Hospital Santa Terezinha, em Mateus Leme, engrossa as estatísticas, expondo mães e bebês a riscos desnecessários. Conforme os dados do Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos – Sinasc –, órgão do Ministério da Saúde, no ano passado, a cidade registrou 176 partos, dos quais, 160 cesarianas e apenas 16 naturais. 

Medo e falta de informações, aliados à conveniência médica são alguns motivos que tornam comum o procedimento eletivo, muito mais invasivo e complexo. Além de a recuperação ser mais lenta, a cesariana ainda triplica o risco de morte materna por causa de possíveis infecções e acidentes anestésicos, por exemplo. A criança pode não estar preparada para nascer e sofrer prejuízos, inclusive dificuldades para respirar. O JORNAL DE JUATUBA E MATEUS LEME entrou em contato com o Hospital Santa Terezinha, mas a responsável pelo setor de maternidade não quis prestar informações sobre o elevado índice de cesáreas. A instituição é mantida por uma fundação e não mantém vínculo com a Prefeitura que é responsável apenas pela manutenção da Unidade de Pronto Atendimento – UPA 24 Horas. 

 

Planos de saúde 

 

Medidas adotadas nesta semana pelo governo federal destacaram mais uma vez a necessidade de redução do número de cesáreas no Brasil. Uma nova resolução publicada pelos órgãos na quarta-feira, 07, regulamenta a liberação das intervenções cirúrgicas pelos planos de saúde, já que 84,6% dos nascimentos feitos deles são cesarianas. Com a proposta de reduzir o percentual, foram estabelecidas regras que entram em vigor em 180 dias. 

Uma das normas é de eu as operadoras informem às pacientes, em até 15 dias, a quantidade de intervenções realizadas por médico e hospital, quando solicitados. Em caso contrário, a multa é de R$ 25 mil. Para o Ministério da Saúde, com essas informações em mãos, a gestante terá a oportunidade de analisar melhor o histórico do profissional e local aonde vai dar a luz, o que pode ajudá-la a optar pelo método natural. Também está prevista a utilização do partograma, espécie de documento com registro do trabalho de parto, com dados estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde. Procedimentos médicos desnecessários que venham a ser detectados em auditorias feitas pelas operadoras, como os próprios partos cesáreos, correm o risco de não precisarem ter o pagamento coberto. No caso, o médico e a equipe ficariam sem receber da operadora pelo procedimento realizado. Com isso, o governo espera que os planos de saúde estimulem os médicos a usarem o sistema para reforçar a segurança da gestante e do profissional de saúde envolvido e, consequentemente, diminuir o número de cesarianas. 

A resolução determina também a inclusão de contatos da ANS no Cartão da Gestante e a orientação para que médicos utilizem partogramas com dados estabelecidos pela OMS.

 

A aplicação de um índice de reajuste considerado ao Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU – de 2014 fez a população se levantar contra o governo de Juatuba logo que os carnês para pagamento do tributo foram entregues. Em alguns casos, conforme comprovou à época o JORNAL DE JUATUBA E MATEUS LEME, o aumento chegou a quase 700%. 

No bairro Cidade Nova, o valor referente aos 420 metros de um imóvel subiu de R$ 70,16 para R$ 472,50. Já um morador do São Jerônimo, Joel Fernandes Fidelis, contou que em 2013 a guia do tributo foi de R$ 564,58 e a contribuição de 2014 chegou com quase 300% de aumento, no total de R$ 1.425,00 para o pagamento em cota única à vista.  

A justificativa da administração foi de que até 2013 era concedido um desconto de 60%, cancelado pelo então prefeito Pedro Magesty porque feria a Lei de Responsabilidade Fiscal.. Com uma nota publicada na página oficial na internet, a Prefeitura afirmou que visando a necessidade da realização da Justiça Tributária e Social, (a administração) resolveu alterar a tabela do valor venal dos imóveis por metro quadrado, conforme decreto 1.829 de 05/05/2014”. Mas, depois de muitas reclamações e protestos, a administração decidiu reavaliar o percentual aplicado ao IPTU. 

 

O ano terminou sem solução para um grave problema enfrentado pela população de Juatuba: a precariedade da Policlínica. A transferência do gerenciamento do sistema para o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paraopeba – Cismep – em vez de minimizar, aumentou os problemas, uma vez que, insatisfeitos devido aos atrasos dos salários, profissionais contratados pelo grupo chegaram a cruzar os braços em protesto.  Não faltam reclamações sobre os atendimentos e o descontentamento continua grande entre os funcionários do setor. Alguns profissionais ficaram dois meses sem receber parte dos vencimentos e um médico chegou a dizer que apesar de continuar prestando os serviços, não pode contar com o dinheiro que deveria receber.  

A situação não é justificável, visto que, para melhorar a estrutura da Policlínica antes da entrega do serviço ao Cismep, a Prefeitura conseguiu aprovação pelos vereadores de um remanejamento de R$ 1,5 milhão. A administração afirmou que uma parcela do montante seria destinada à reestruturação do Pronto Atendimento, com reforma da estrutura de acolhimento aos pacientes, o que, conforme denúncias continuam as mesQmas. A contratação do grupo causou polêmica também porque uma das primeiras imposições feitas pela diretoria foi pela substituição de todos os servidores municipais lotados no setor por profissionais do próprio sistema. Depois de muitas discussões, a direção do consórcio concordou em manter os trabalhadores no cargo, porém, avisou que os mesmos podem ser trocados a qualquer momento por contratados. 

 

Combater a criminalidade nas ruas e diminuir os índices de violências por meio do vídeo-monitoramento de áreas estrategicamente escolhidas é a proposta do projeto Olho Vivo. Criado pela Prefeitura de Mateus Leme, em parceria com a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços - Aciaps, Poder Judiciário e a Polícia Militar, o programa tem como objetivo coibir a ação marginal, aumentando a segurança, sobretudo no centro da cidade, onde foi implantado no último ano. 

Duas câmeras instaladas em frente ao Banco do Brasil e próximo ao prédio da Prefeitura fiscalizam as áreas 24 horas e vão ajudar na vigilância de veículos e pessoas. De acordo com o Secretário Municipal de Administração, Marcus Júnior Diniz, que acompanhou todo o processo de instalação das câmeras, as imagens recebidas pela central de monitoramento são capazes de identificar a placa de um veículo a mais de 300 metros de distância e a feição de uma pessoa num raio de 200 metros. “Essa tecnologia, sem dúvidas, vai ajudar a Polícia a intensificar as ações de segurança e diminuir o número de ocorrências no município”, afirmou o gestor. 

Em Juatuba, apesar da onda crescente de criminalidade e dos protestos da população por mais segurança, o projeto “Olho Vivo”, que já tem conta com estudo sobre os pontos estratégicos a serem monitorados, continua no papel. São muitas as cobranças pela implantação do sistema de vigilância eletrônica, mas, ainda não existe nenhuma previsão a respeito. 

 

SUGESTÃO DE MATÉRIA

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