Sexta, 20 Abril 2018

O ano terminou sem solução para um grave problema enfrentado pela população de Juatuba: a precariedade da Policlínica. A transferência do gerenciamento do sistema para o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paraopeba – Cismep – em vez de minimizar, aumentou os problemas, uma vez que, insatisfeitos devido aos atrasos dos salários, profissionais contratados pelo grupo chegaram a cruzar os braços em protesto.  Não faltam reclamações sobre os atendimentos e o descontentamento continua grande entre os funcionários do setor. Alguns profissionais ficaram dois meses sem receber parte dos vencimentos e um médico chegou a dizer que apesar de continuar prestando os serviços, não pode contar com o dinheiro que deveria receber.  

A situação não é justificável, visto que, para melhorar a estrutura da Policlínica antes da entrega do serviço ao Cismep, a Prefeitura conseguiu aprovação pelos vereadores de um remanejamento de R$ 1,5 milhão. A administração afirmou que uma parcela do montante seria destinada à reestruturação do Pronto Atendimento, com reforma da estrutura de acolhimento aos pacientes, o que, conforme denúncias continuam as mesQmas. A contratação do grupo causou polêmica também porque uma das primeiras imposições feitas pela diretoria foi pela substituição de todos os servidores municipais lotados no setor por profissionais do próprio sistema. Depois de muitas discussões, a direção do consórcio concordou em manter os trabalhadores no cargo, porém, avisou que os mesmos podem ser trocados a qualquer momento por contratados. 

 

Combater a criminalidade nas ruas e diminuir os índices de violências por meio do vídeo-monitoramento de áreas estrategicamente escolhidas é a proposta do projeto Olho Vivo. Criado pela Prefeitura de Mateus Leme, em parceria com a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços - Aciaps, Poder Judiciário e a Polícia Militar, o programa tem como objetivo coibir a ação marginal, aumentando a segurança, sobretudo no centro da cidade, onde foi implantado no último ano. 

Duas câmeras instaladas em frente ao Banco do Brasil e próximo ao prédio da Prefeitura fiscalizam as áreas 24 horas e vão ajudar na vigilância de veículos e pessoas. De acordo com o Secretário Municipal de Administração, Marcus Júnior Diniz, que acompanhou todo o processo de instalação das câmeras, as imagens recebidas pela central de monitoramento são capazes de identificar a placa de um veículo a mais de 300 metros de distância e a feição de uma pessoa num raio de 200 metros. “Essa tecnologia, sem dúvidas, vai ajudar a Polícia a intensificar as ações de segurança e diminuir o número de ocorrências no município”, afirmou o gestor. 

Em Juatuba, apesar da onda crescente de criminalidade e dos protestos da população por mais segurança, o projeto “Olho Vivo”, que já tem conta com estudo sobre os pontos estratégicos a serem monitorados, continua no papel. São muitas as cobranças pela implantação do sistema de vigilância eletrônica, mas, ainda não existe nenhuma previsão a respeito. 

 

Marlon muda secretariado para 2015

Terça, 06 Janeiro 2015 09:09

O prefeito Marlon Guimarães anunciou mudanças administrativas para 2015. O secretário municipal de Saúde, Magdo Helder Marques, o Neném, que assinou pela pasta por quase quatro anos deixa o cargo por decisão própria. Na Secretaria Municipal de Obras Públicas, Evaristo Gonçalves da Silva, o Tinho, requereu o afastamento por motivo de aposentadoria. 

As mudanças foram anunciadas nesta segunda-feira, dia 29, a partir da solicitação apresentada pelos dois secretários. 

Magdo Helder Marques foi secretário de saúde durante dois momentos na gestão do atual prefeito Marlon. Entre 2010 e 2012, no primeiro mandato, e a partir de março deste ano. Em 2013, ele deixou a Secretaria para assumir a gerencia da Unidade de Pronto Atendimento – UPA 24 horas -, que foi inaugurada no município em 2012. Magdo é servidor efetivo da Prefeitura desde 1986 e desde 1995 trabalha na Secretaria Municipal de Saúde. 

Evaristo Gonçalves da Silva deixa o governo depois de 31 anos dedicados ao serviço público. 

 

Novos Secretários

 

Os novos secretários serão anunciados em 2015. Enquanto os nomes não são conhecidos, a secretária adjunta de Saúde, Maria Emília Rocha, responde pela pasta da Saúde e Luciano da Silva Furtado, secretário adjunto de Obras Públicas, assina pela Secretaria a partir de 1º de janeiro, até a definição dos novos secretários.  

Embora os nomes dos novos secretários ainda estejam sendo definidos pelo governo, o prefeito Marlon Guimarães anunciou que a escolha será dada por critérios estritamente técnicos. 

 

Foi aprovado nesta semana pela Câmara de Mateus Leme projeto que estabelece critérios para a ocupação de cargos comissionados, as funções ditas “de confiança” na Prefeitura. A iniciativa, que ficou conhecida como  a “Lei da Ficha Limpa” no âmbito municipal, determina que os profissionais escolhidos pelo chefe do Executivo para postos de comando, como secretários,  não podem ter sido condenados, com decisão transitada em julgado, por exemplo, por crime contra a economia popular ou administração pública, crimes eleitorais ou contra a vida, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, crimes contra a vida e a dignidade sexual, dentre outros. 

A autoria da lei é do presidente do Legislativo, Cristiano Leonardo de Oliveira. “Atualmente, não é de meu conhecimento que existam pessoas no alto escalão do governo municipal que seriam barradas por esta lei. Porém, é de nossa responsabilidade proteger o município, para que pessoas indignas não sejam nomeadas para ocupar tais cargos”, afirmou ele em entrevista à reportagem.

Portarias publicadas pela prefeita de Juatuba, Valéria Aparecida dos Santos nas duas últimas edições do Diário Oficial do Município confirmam a situação financeira difícil enfrentada pela administração municipal. Na tentativa de equilibrar as contas, a chefe do Executivo deu início a uma verdadeira onda de demissões em todos os setores da Prefeitura, com foco, principalmente nos cargos de alto escalão. Foram exonerados detentores de postos em praticamente todas as secretarias, especialmente chefes de departamentos. Nas áreas de Saúde, Educação e Administração foram rompidos 35 contratos de prestação de serviços de profissionais diversos, como enfermeiros e técnicos de enfermagem, psicólogos, pedagogos, motorista e até médico do Programa de Saúde da Família – PSF. 

As publicações dão conta também de nomeações de secretários em caráter interino, no entanto, não foi divulgada a exoneração ou qualquer outro procedimento referente a afastamento dos gestores das pastas. Quatro secretarias, as de Esporte e Lazer, Cultura e Turismo, Desenvolvimento Social e Governo terão à frente Vanderlei Lopes Barbosa. Para Comunicação e Desenvolvimento Econômico Sustentável foi nomeado Jorge Luiz Miranda, enquanto Márcio Procópio Miranda assume Obras e Infraestrutura, além de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia. 

Em meados de novembro a prefeita Valéria publicou decreto em que deixou clara a pretensão de reduzir drasticamente as despesas com pessoal. A medida foi justificada pelo teto estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal para gastos com folha de pagamento na administração pública, a queda da receita, especialmente a redução dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios – FPM – e o Orçamento elaborado para este ano e considerado incompatível com as necessidades do Município. A decisão previu, entre outras medidas que visam a rescisão de contratos administrativos até o limite do suportável, exoneração de ocupantes de cargos comissionados, e ainda que seja avaliada, caso a caso, a situação os servidores cedidos, emprestados ou colocados à disposição de outro poder, órgãos ou entidades. 

 

Encontro com a participação de Henrique Traspadini promove cuidados com saúde e motivação entre portadores de insuficiência renal

 

O caminho entre o lar e uma unidade de tratamento de hemodiálise foi diferente para dezenas de pessoas atendidas pela Secretaria de Saúde de Mateus Leme. Uma confraternização de final de ano realizada entre profissionais do setor e pacientes no salão paroquial da cidade promoveu, além de orientações sobre cuidados com a saúde, histórias de motivação contadas por um homem que fez do próprio tratamento um símbolo da luta pela vida. Henrique Traspadini enfrenta a rotina de hemodiálise há oito anos, é autor do livro “Alegria e Fé” que já vendeu mais de 4.500 exemplares e atualmente faz palestras para milhares de pessoas deixando uma mensagem de esperança que, segundo ele, é o combustível essencial para enfrentar os desafios e vencer.

 Natural de Mateus Leme, Traspadini é um símbolo da resistência contra a doença. “Minha missão, eu não tenho dúvidas disso, foi ficar doente para mostrar para mim mesmo e para as pessoas que eu posso estar submetido à hemodiálise e ser feliz, levando uma vida normal”, destacou antes de começar a falar para as mais de 30 pessoas que participaram do encontro. “Quando nos deparamos diante de uma situação adversa a vida muda, mas pode mudar para melhor se nós crermos e acreditarmos num tratamento com disciplina, muita fé e bom humor”, completou Traspadini.

 É nessa fórmula que também acredita a Secretaria de Saúde de Mateus Leme. “Percebemos a necessidade de promover encontros entre os pacientes para permitir a troca de experiências e ajudá-los a enfrentar o tratamento. Hoje, nesta primeira confraternização, estamos vivenciando junto com eles uma cumplicidade para enfrentar os desafios que são comuns e uma união ainda mais sólida de forças para vencer o tratamento de uma maneira menos dolorosa”, afirmou a organizadora do encontro Heloísa Guimarães.

 O sucesso do encontro foi fator determinante para que novas confraternizações entre o grupo de pacientes sejam marcadas ao longo do próximo ano.  Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde envolvidos na recuperação dos pacientes também participaram. Eles formam a base dos projetos mantidos pela  Prefeitura na oferta de terapias e tratamentos complementares que ajudam na recuperação sadia e mais rápida.  

“A partir do momento em que acreditamos no tratamento estamos deixando de sermos vítimas do sofrimento para escrevermos uma nova história”, frisou o palestrante na despedida. 

 Unidade terá salas planejadas para atividades coletivas e espaço  para atender pessoas com deficiência física

 

 A construção da nova sede do Centro de Referência em Assistência Social – CRAS - em Mateus Leme, quando concluída, nos primeiros meses de 2015, será um marco para o atendimento mais dinâmico das famílias e para a melhor realização de atividades coletivas, como oficinas e recreações. O novo CRAS, instalado em uma área de 200 metros quadrados, no bairro Santa Clara, será inaugurado com salas próprias para o atendimento de psicólogos e espaço planejado para o acolhimento de pessoas com mobilidade reduzida.

 A obra orçada em R$ 148.500,00 está em fase de conclusão e vai priorizar a acessibilidade. “A atual sede funciona em imóvel alugado e que não atende a todas as expectativas do serviço social. No novo espaço, construído de maneira planejada, as pessoas com deficiência física terão liberdade para ser movimentar e interagir com todo o ambiente”, destacou a coordenadora da unidade, Marilza Carmosina da Silva.

 A nova sede do CRAS também terá banheiros adaptados e salas projetadas para dar mais conforto aos usuários do serviço.  Faltando apenas a fase de acabamento para a entrega da unidade, depois de concluídas as fases de fundação, alvenaria, montagem e concretamento da laje, membros da Secretaria Municipal de Assistência Social fizeram uma visita ao local. Eles acompanharam a evolução da obra e destacaram os serviços que serão oferecidos a partir da inauguração. “Teremos uma estrutura mais adequada para a realização das oficinas, que serão mantidas e ampliadas após a mudança”, adiantou a secretária, Rosimeire Palhares. 

 Atualmente o CRAS oferece oito oficinas para diferentes grupos de idade, desde crianças, passando por turmas de adolescentes, até idosos. São ofertadas aulas de teatro, dança de salão, brincadeiras e recreações, além de atividades manuais como pintura em tecido, patchwork, crochet e bordados, e esportivas de capoeira e taekwondo.  “A nossa missão é oferecer um serviço de vivência e fortalecimento de vínculos familiares. Por isso, atendemos pessoas de todas as atividades transmitindo valores e reforçando o relacionamento familiar”, enfatizou a gestora.  

Em 2014, além das oficinas, o CRAS ofereceu para a população palestras com temas variados, entre eles empreendedorismo, informações sobre o primeiro emprego, cuidados com a saúde e a postura e higiene bucal e corporal.

 

Cuidados para garantir a sua aposentadoria

Sexta, 19 Dezembro 2014 21:00

Costumo dizer que o (a) advogado(a) previdenciarista deveria ser consultado anualmente, assim como fazemos um check up de nossa saúde, levamos nosso carro para a revisão, fazemos manutenções no nossa lar...

No Direito Previdencíario o que vale hoje pode mudar amanha com uma rapidez assustadora, principalmente quando é para prejudicar o interesse dos segurados, prova disso são os critérios adotados para a concessão de muitos benefícios e pensões.

Vejo diariamente segurados (as) que ficam indignados ao verem no fim de uma jornada de 25, 30, 35 anos de trabalho o valor que irão receberam a titulo de Aposentadoria. Mas não podemos culpar apenas a previdência social, os planos econômicos, a falta de tempo, de dinheiro e também de INTERESSE.  Faço aqui uma pergunta: Em todo este período em que você leitor laborou, quantas vezes após mudança de moeda, de inflação, de governo, de emprego, alteração na legislação tributaria e previdenciária, foi a um advogado previdenciarista saber a quantas andavam as suas contribuições ¿ Qual seria o valor que você poderia contribuir para aumentar sua Aposentadoria ¿ E por ai caminhamos, na verdade ainda engatinhamos! 

Temos no Brasil a cultura da previdência privada, farei outra pergunta a você leitor que contratou uma previdência privada: Você leu o contrato que assinou junto ao banco ou a instituição financeira que contratou¿ Tem a copia deste contrato¿ Ou se deixou levar pelo profissional que vendeu esta Previdência Privada para você ¿ Será realmente que ela é mais VANTAJOSA e SEGURA que a Aposentadoria do INSS¿ Ou ela deve ser apenas um complemento¿ 

Devemos tratar nossa Aposentadoria com carinho. Este assunto não é brincadeira, na velhice aparecem limitações de saúde e sendo bem orientado ainda na juventude, você estará  amparado neste momento em que o descanso, o lazer, a leitura e a diversão deveriam ser a regra! 

Ainda neste raciocínio, muitos me procuram e quando explico a extensa lista de documentos necessários para comprovar a atividade especial, ficam estarrecidos (com razão) e me perguntam:  A simples prova de exercício da profissão, ou a assinatura na Carteira de Trabalho e Previdência Social, não geraria direito a Aposentadoria Especial¿ A  resposta é  não! 

E é compreensível! Muitos ainda se iludem com a falsa certeza de que “apenas” com um PPP conseguem comprovar a atividade especial. Ao contrario, temos vários julgados em que é exigida a apresentação da cópia do laudo ambiental em que foi fundamentado os dados para a confecção do PPP para a comprovação da atividade especial.

Penso que a qualquer momento o INSS pode começar a questionar a veracidade destes PPP’s  assim como exige que a partir de uma determinada idade os segurados/pensionistas devem comparecer ao posto de atendimento para fazer prova de vida,  os aposentados por invalidez  podem ser chamados  para uma nova pericia,  com o intuito de verificar se a incapacidade permanece e etc..

Nestes interim, são muitos os pormenores a serem analisados e levados em consideração ate a concessão da sua Aposentadoria ou ate mesmo o PLANEJAMENTO dela. Nesta matéria não  falei nem um por cento das inúmeras questões que vivencio com meus clientes no dia a dia da advocacia previdenciária e afirmo que cheguei a uma conclusão:  Atenção nestes casos, nunca é demais! 

 

História de Juatuba

Escrito por Domingo, 28 Dezembro 2014 17:50

Um pouco de história



O A cidade de Juatuba é ainda uma adolescente com seus 17 anos de emancipação político-administrativa. Mas, a história começou mesmo nos anos 70, quando o povoado iniciado em torno da antiga Rede Mineira de Viação atingiu grande expansão urbana com a industrialização. 

O nome do município, antes conhecido como Varginha, tem origem indígena, foi adotado em 1911 e significa “sítio dos juás”, devido à abundância no local deste fruto colhido de um espinho. 

De acordo com registros históricos, o povoamento começou com os índios cataguases, bárbaros habitantes do Serrado, dos quais foram encontrados vestígios na vizinha Mateus Leme, cidade à qual Juatuba pertencia até 1992. 

O início do povoamento da região também se vincula ao ciclo do ouro, sendo a Serra de Santo Antônio ou Serra de Santa Cruz, que é limite do município a Sudeste, o ponto de penetração das bandeiras procedentes de Ouro Preto e Mariana em busca de ouro.

Muitos fatos ocorreram até a tão sonhada emancipação. A lei número 336, de 27 de dezembro de 1948 elevou o município de povoado a distrito de Mateus Leme. Entre os anos de 1979 e 1981 várias mobilizações foram feitas para tornar Juatuba independente, até que isso foi possível, através da lei número 10.704, de 27 de abril de 1992, data em que é comemorado o aniversário da jovem cidade, que teve seu primeiro prefeito empossado em janeiro de 1993. 

Como se vê, um longo caminho foi percorrido para que Juatuba fosse elevada a município. Os passos decisivos para a atual configuração da cidade foram dados com a instalação da Cervejaria Brahma, hoje Ambev, em 1972. A empresa ainda é considerada a maior fonte local de geração de empregos e de arrecadação de empregos. Também contribuiu para o processo de emancipação o início das atividades da Usina Térmica de Igarapé, da Cemig, em 1978. A usina, às margens do rio Paraopeba, ficou paralisada por um período, mas foi reativada em 1986. 

Outro ponto fundamental para que Juatuba se tornasse cidade foi a construção do Sistema Serra Azul (Copasa) responsável pelo abastecimento de água do município. O Movimento Emancipativo de Juatuba surgiu em conseqüência do desenvolvimento ocorrido nas últimas décadas e durou 20 anos, até a realização do plebiscito para seu desmembramento de Mateus Leme, em 15 de novembro de 1991. 

Governo de Minas emancipa o município de Juatuba

Em 27 de abril de 1992, foi assinada pelo então governador de Minas Gerais, Hélio Garcia, a lei 10.704, através da qual Juatuba foi emancipada de Mateus Leme. Muitos fatos antecederam a emancipação do município, que nesta época ainda era distrito da cidade vizinha, dividindo toda a sua arrecadação com a mesma. 

Com o desenvolvimento, principalmente no setor agropecuário, com a plantação de eucaliptos, café, criação de gado e crescimento do setor industrial devido à instalação da cervejaria Brahma, hoje Ambev, surgiu o movimento em torno da emancipação. E depois de muitas lutas, inclusive com a realização de um plebiscito, quando foi consultada a opinião da população, o sonho tornou-se realidade. O governo do Estado emancipou 33 municípios mineiros, e, entre eles estava Juatuba, que atendeu a todos os pré-requisitos exigidos. 

Depois disso, o governador nomeou uma intendência para administrar o novo município, até a realização das eleições para eleger o primeiro prefeito e a primeira Câmara de Vereadores. 

Juatuba faz festa para comemorar emancipação

A população de Juatuba comemorou a emancipação do município, ocorrida em 27 de abril de 1992, através da lei 10.704, com muita festa. O povo foi às ruas para receber o intendente Oscar Soares Andrade, empresário nomeado pelo então governador Hélio Garcia para administrar a cidade até a posse do primeiro prefeito, escolhido em eleições marcadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. 

Música e fogos de artifício fizeram parte das celebrações, que surpreenderam o intendente pela receptividade dos juatubenses à sua indicação. A primeira iniciativa anunciada pelo empresário foi um encontro com o vice-governador Arlindo Porto, para ter mais informações sobre todo o processo. Ele prometeu ainda procurar manter o diálogo com a Prefeitura de Mateus Leme, cidade à qual Juatuba pertencia até então e que fez campanha contra a emancipação. 

Após a posse de Soares, o otimismo tomou conta de todos que lutaram para ver Juatuba emancipada. Apesar de na época o mérito da ação que contestava o processo não ter sido julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o presidente da comissão de emancipação, José Geraldo de Paula, declarou que “o processo se tornou irreversível depois que o governador Hélio Garcia nomeou o intendente”. Em plebiscito realizado no ano anterior, a emancipação ganhou com 95% dos votos. 

História de Mateus Leme

Escrito por Domingo, 28 Dezembro 2014 17:43

 

História do Município

A denominação primitiva do município, Arraial do Morro de Mateus Leme, já aponta suas origens históricas. Mateus Leme, bandeirante de linguagem paulista cuja vida e trajetória pelas regiões mineradoras é ainda mal definida, foi o iniciador do povoamento local ao instalar-se próximo a uma serra que tomou o nome, presumivelmente nos primeiros anos do século XVIII.

Já em 1710, uma carta Sesmaria refere-se ao local (Morro do Mateus Leme), comprovando a sua origem bem remota; outras fontes documentais, dos anos 1739 e 1745, referem-se ao arraial.

Segundo o estudioso Teophilo de Almeida, encontram-se no Morro do Mateus Leme vestígios de antigos aquedutos e lavrados, iniciando um trabalho vultoso de mineração aurífera no local. Disso podemos deduzir que a mineração ali apresentava-se muito lucrativa, pois compensava os gastos com obras bastante onerosas.

Apesar destes indícios de riquezas, o arraial do Morro de Mateus Leme atravessa todo o século XVIII sem alcançar foros de freguesia, sendo capela curada de freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rei. Em 1822, o arraial contava com 2.358 "almas", segundo visita pastoral realizada neste ano.

Presume-se que a população, com a decadência da exploração aurífera, tenha voltado para outras atividades econômicas como a agricultura e a pecuária.

A freguesia (povoação) foi criada em 1832, com a denominação de Santo Antônio do morro de Mateus Leme, tendo como filiais, Itatiaiuçu e Patafufo.

Em termos administrativos, a população passou por diversas mudanças: tendo pertencido aos municípios de Sabará e Pitangui, foi posteriormente incorporado aos municípios de Pará de Minas, antigo Patafufo (1848), Bonfim (1850 e 1870) e novamente Pará de Minas (1877).

A autonomia foi adquirida em 1938, quando foi criado o município.

A Comarca de Mateus Leme foi criada em 1954.

O povoado que, posteriormente, daria origem ao atual município de Mateus Leme, foi fundado ao início do século XVIII, na vaga que, buscando metais e pedras preciosas, levaria ao deslocamento de todo o eixo econômico brasileiro para Minas Gerais, formando inúmeras novas comunidades. 

A denominação original da região, Arraial do Morro de Mateus Leme, já aponta suas origens históricas. Mateus Leme, bandeirante de linguagem paulista, cuja vida e trajetória pelas regiões mineradoras é ainda mal definida, foi o pioneiro do povoamento na localidade, ao instalar-se nas proximidades de uma serra que, anos mais tarde, receberia o seu nome. Já no ano de 1710 uma carta de sesmaria refere-se ao local do Morro do Mateus Leme, comprovando sua origem bem remota. Outras fontes documentais datadas dos anos de 1739 e 1745, referem-se ao arraial.

Existem no Morro de Mateus Leme vestígios de antigos aquedutos e lavrados, que teriam dado início a um vultoso trabalho de mineração aurífera na região. O que podemos inferir destes dados, é que a mineração na localidade era bastante lucrativa, uma vez que compensava obras bastante onerosas. Apesar destes indícios de riqueza, o Arraial do Morro de Mateus Leme atravessou todo o século XVIII sem alcançar foros de freguesia, sendo capela da freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rei. Segundo visita pastoral realizada no ano de 1822, o Arraial contava então com 2.358 almas. 

Presume-se que, com a decadência da exploração aurífera, esta população tenha passado a dedicar-se à outras atividades econômicas, tais como a agricultura e a pecuária. A freguesia foi criada no ano de 1832, com a denominação de Santo Antônio do Morro de Mateus leme, tendo como filiais Itatiaiuçu e Patafufo. Em termos administrativos, a população passou por diversas mudanças, tendo pertencido sucessivamente aos municípios de Sabará e Pitangui, posteriormente incorporando-se aos municípios de Pará de Minas, antigo Patafufo *1848), Bonfim (1850 e 1870) e novamente a Pará de Minas (1877). A autonomia política e administrativa de Mateus Leme, foi auferida no ano de 1938, fruto da luta de gerações e gerações de seus mais nobres próceres, sempre apoiados pela população de todas as classes sociais.

Data da Fundação: Princípio do século XVIII
Data da Emancipação: 17/12/1.938
Desmembrado do Município de Pará de Minas

SUGESTÃO DE MATÉRIA

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