Concessionária do Transporte coletivo na mira dos vereadores de Mateus Leme

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A Câmara Municipal de Mateus Leme aprovou, nesta semana, um pedido para fiscalizar a concessionária de transporte público Stilo. O requerimento, proposto pelo vereador Mário Imbondo, busca detalhes sobre prazos, fiscalização e valores de impostos pagos pela empresa, que é alvo de inúmeras reclamações. A decisão ocorre após o parlamentar denunciar que moradores têm relatado que a empresa pratica paradas irregulares e descumpre horários.

O parlamentar quer saber, entre outras questões, qual é o prazo de vigência do contrato da empresa, quais são as condições estabelecidas para a qualidade da frota e o cumprimento dos itinerários, e quanto a concessionária arrecadou de ISS e pagou de IPVA nos últimos anos.

Logo após a aprovação do pedido, o vereador explicou os motivos que o levaram a tomar a iniciativa. Uma das principais críticas, segundo ele, é sobre o ponto final dos ônibus no bairro Azurita. De acordo com o vereador, cerca de 40 ônibus param na marginal do bairro, obstruindo a pista. “E ainda exige que o usuário naqueles ônibus que estão parando lá tem que atravessar a pista e pegar do outro lado”, relatou Mário.

Ele também citou um problema grave na garagem da empresa, localizada no bairro Mangabeiras. Segundo ele, a empresa teria comprado dois lotes, mas se nega a construir um muro de contenção, obrigação que consta no alvará.

“Enquanto isso, um idoso de 82 anos, vizinho do local, teve seu o muro improvisado de placas derrubado cinco vezes pela operação dos ônibus”, explicou. O vereador Mário relata que já conversou por três vezes com o proprietário, Paulo Henrique, em vão. ‘Ora ele diz que não tem pedreiro, ora que está ocupado, ora que não chegou o momento. Chegamos a arrumar um pedreiro para ele”, desabafa o parlamentar”.  

Outro ponto levantado foi o descumprimento de um acordo feito quando a empresa, que antes se chamava Transjuatuba, iniciou suas atividades. “Foi firmado que seria 80% dos ônibus emplacados em Mateus Leme. Se tiver 10% é muito”, disse o vereador questionando a prática que significaria menos impostos pagos ao município.

Ele também questiona se a empresa possui alvará de funcionamento para o local em Azurita e pede a interdição do ponto.