Juatuba vai regulamentar recolhimento de cavalos e animais soltos em vias públicas

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A presença de animais soltos em vias públicas tem se tornado uma preocupação recorrente entre moradores de Juatuba. Na quinta-feira (9), um morador divulgou nas redes sociais a denúncia de três cavalos soltos na MG-050, próximo à revendedora Saliba Automóveis. Nas imagens, os animais aparecem circulando perto da pista, o que aumenta o risco de acidentes. “Isso é perigoso demais. Qualquer hora acontece uma tragédia”, comentou um internauta. Outro morador reforçou: “Além do risco na rodovia, esses animais também entram nas ruas e nas casas”.

O problema, segundo moradores, é recorrente em toda a cidade. Animais de grande porte são frequentemente vistos soltos tanto na área rural quanto no centro de Juatuba. Eles rasgam sacolas de lixo deixadas nas calçadas, espalham resíduos pelas ruas e invadem cercas de propriedades vizinhas em busca de alimento. Há ainda registros de acidentes envolvendo veículos, principalmente à noite ou em trechos com pouca iluminação. Motoristas relatam sustos e manobras bruscas para evitar colisões.

Em conversa com a reportagem, o secretário municipal de Meio Ambiente, Wellington Carneiro, explicou que a prefeitura tem acompanhado as denúncias e acionado os responsáveis sempre que possível, principalmente quando os animais estão em rodovias. “Em relação a esses animais soltos nas margens das rodovias, seja na BR-262 ou na MG-050, toda vez que eu recebo uma foto ou comunicado, entro em contato direto com a concessionária para tomar as devidas providências”, afirmou.

Sobre soluções definitivas, o secretário informou que o município está buscando regulamentar o recolhimento dos animais. “Depois que assumi a Secretaria de Meio Ambiente, estou buscando meios para regulamentar isso. Existe uma lei municipal e já procurei a Procuradoria, que me deu um parecer favorável para credenciar parceiros interessados em fazer o recolhimento desses animais”, explicou.

Segundo ele, a proposta é que os animais sejam recolhidos e mantidos sob cuidados até que os proprietários sejam localizados. Caso não haja identificação, poderão ser doados ou encaminhados a leilão, conforme prevê a legislação. “Vamos abrir um chamamento público para que pessoas interessadas possam se credenciar. Assim, poderemos fazer cumprir a lei e reduzir esse problema na cidade”, concluiu Wellington Carneiro.