A Câmara de Mateus Leme aprovou projeto que libera R$ 300 mil para a prefeitura comprar lâmpadas e fazer a manutenção da iluminação pública da cidade. Segundo o texto, o recurso será usado para trocar lâmpadas queimadas em ruas, bairros e avenidas. Mas a decisão não foi tranquila e gerou um grande debate entre os vereadores.
Para entender a polêmica, é preciso saber que a cidade já tinha um contrato com uma empresa chamada AALOK Locação de Equipamentos Ltda. Esse contrato, que vale até 2027, diz que a empresa é a responsável por trocar as lâmpadas queimadas. Além disso, as lâmpadas instaladas têm garantia de até dez anos. Ou seja, na teoria, a prefeitura não precisaria gastar nem mais um centavo com isso, porque a empresa já foi contratada para fazer o serviço.
Só que, na prática, as coisas não funcionaram assim. Segundo a prefeitura, a empresa não está cumprindo o contrato. A administração já entrou com um processo na Justiça contra ela. Porém, ninguém sabe quanto tempo esse processo vai demorar. Pode levar meses ou até anos. Enquanto isso, a população fica no escuro. Moradores de vários bairros reclamam que as lâmpadas estão queimadas há muito tempo e que a falta de luz aumenta a insegurança.
Diante desse problema, a prefeitura apresentou uma solução: usar R$ 300 mil do próprio município para trocar as lâmpadas agora, resolvendo o problema da população de forma imediata. Depois, na Justiça, a prefeitura vai cobrar da empresa todos os valores gastos, com juros e correção monetária. Assim, a empresa terá que devolver o dinheiro no futuro, mas as luzes da cidade voltam a funcionar o mais rápido possível.
O vereador Vanderlei do Salão levantou várias dúvidas. Entre elas, se a empresa tem contrato e garantia, por que pagar de novo? Devido a isso, Vanderlei anunciou que iria se abster, pois não se sentia tranquilo para votar nem a favor nem contra.
Já a vereadora Irene defendeu o projeto com um argumento prático. Segundo ela, não dá para deixar a população esperando o fim de um processo judicial que pode levar anos. “O município faz a troca agora e cobra a empresa depois”, explicou. Para ela, essa é a forma mais rápida de atender as pessoas que precisam de segurança e qualidade de vida.
No final, Vanderlei mudou de posição e declarou voto favorável ao projeto. Agora a prefeitura está autorizada a usar os R$ 300 mil para comprar as lâmpadas e fazer os reparos na iluminação pública. No futuro, a empresa ALOOK terá que devolver esse dinheiro aos cofres públicos, conforme a cobrança que será feita na Justiça. Os vereadores prometem fiscalizar de perto a aplicação do dinheiro para garantir que tudo seja feito com transparência.





