O ano de 2025 foi marcado por números bem positivos no mercado de trabalho em Mateus Leme. O Sistema Nacional de Emprego (SINE) do município intermediou mais de 4.650 vagas. Ao longo do ano, mais de 900 candidatos participaram de entrevistas. O órgão também auxiliou em 627 solicitações de seguro-desemprego. Além das oportunidades de trabalho, o SINE também expediu documentos. Foram 1.035 carteiras de trabalho e mais de 1.300 carteiras de identidade, segundo dados divulgados pelo órgão nesta semana.
Ao longo do ano, 480 empresas contrataram profissionais por meio da unidade local. O setor que mais absorveu mão de obra foi a construção civil, impulsionando principalmente vagas para pedreiro e servente, cargos que lideraram o número de oportunidades ofertadas.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Socioeconômico, José Eustáquio Júnior, o resultado é reflexo de um trabalho contínuo de articulação entre empresas e trabalhadores. “Em 2025, o SINE de Mateus Leme foi protagonista na conexão entre empresas e trabalhadores, oferecendo atendimento humanizado, acesso a direitos e mais oportunidades para nossa população”, destacou.
A faixa salarial média das vagas ofertadas variou entre R$ 1.900 e R$ 2.500, com jornada predominante de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, com uma hora de intervalo para almoço.
Inclusão e atendimento ampliado
Outro dado relevante foi a realização de processos seletivos exclusivos para Pessoas com Deficiência (PCDs). Ao longo de 2025, foram ofertadas mais de 200 vagas específicas, segundo o coordenador.
Além da intermediação de empregos, o SINE também se destacou na emissão de documentos. Mateus Leme foi pioneiro na emissão da nova Carteira de Identidade Nacional dentro da unidade. A ação, facilitou o acesso da população aos serviços públicos.
“Foi um ano de portas abertas para quem busca oportunidades. Trabalhamos com organização e compromisso com o cidadão”, reforçou o secretário.
Desafios
Apesar dos números positivos, o preenchimento das vagas ainda enfrenta obstáculos. O principal gargalo apontado pela Secretaria não é um fator isolado, mas o descompasso entre o perfil dos candidatos e as exigências técnicas das empresas.
“O preenchimento é lento devido à falta de especialização em setores que estão crescendo na região, como construção civil, logística e indústria”, explicou José Eustáquio Júnior.
Entre as maiores dificuldades relatadas pelas empresas estão a falta de experiência técnica e, em alguns casos, a resistência de candidatos em ingressar no mercado formal por receio de perder benefícios sociais. Já os trabalhadores apontam como principais desafios a falta de qualificação, experiência e mobilidade para atuar em municípios vizinhos.
Mutirões aproximaram empresas e trabalhadores
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento, para reduzir essa distância, o SINE promoveu diversos mutirões de emprego em 2025, realizados no Centro de Qualificação Profissional. Entre as empresas participantes estiveram WEG Transformadores, Itambé, Shopee, Inovar e ArcelorMittal, aproximando empregadores e candidatos em processos seletivos mais ágeis.
Embora o SINE não ofereça cursos diretamente, a prefeitura mantém o Programa de Qualificação Profissional, com parceiros. “ O próximo curso previsto é o de Manutenção Elétrica Industrial, área considerada estratégica para atender à demanda crescente da indústria local”, destacou o Secretário.






