O distrito de Serra Azul terá uma unidade de ensino batizada em memória de uma personalidade marcante da comunidade. Foi aprovada pela Câmara esta semana, a lei que oficializa o nome de Vanda Camargo de Freitas – popularmente conhecida como Dona Pituca – para a nova creche da região.
A homenagem, proposta pelo vereador Warlin do Zé Beijo, reconhece a trajetória de uma mulher que, mesmo sem ter ocupado cargos formais, exerceu profunda influência na comunidade por meio de sua generosidade. “Dona Pituca era uma mulher íntegra, de coração imenso. Sempre participava ativamente das festas da igreja, das ações sociais e trabalhou por muitos anos na escola local. Era uma pessoa querida e respeitada por todos”, destacou o texto.
Moradora de Serra Azul durante toda a sua vida, Dona Vanda era presença constante nas atividades da igreja e em iniciativas comunitárias. Sua dedicação às festas religiosas e o cuidado no acolhimento de visitantes tornaram-se uma tradição local. Também atuou como servidora escolar, onde é lembrada pelo carinho e compromisso com que tratava alunos e colegas.
Conheça Dona Pituca
Nascida em 1º de fevereiro de 1934, no distrito de Serra Azul, era a segunda de dez filhos de Jacinto Januário de Freitas e Carmelita Camargo de Freitas.
Proveniente de uma família humilde, começou a trabalhar na lavoura ainda na infância, colaborando com as despesas domésticas. Sua formação escolar resumiu-se à terceira série do ensino fundamental. Aos 20 anos, casou-se com José Francisco Iolano, com quem teve seis filhos: Marilene, Márcia, Maurício, Maurílio (in memoriam), Marilda e Marcilene.
Por quase três décadas, Vanda integrou a comunidade escolar da Escola Estadual Alvina Alcântara Fernandes, onde atuou como merendeira. Sua passagem pelo local é lembrada pelo profissionalismo e pela qualidade de seu trabalho, que conquistaram o apreço de gerações de alunos e funcionários.
Sua vida foi pautada pela religiosidade e pelo amor à família. Atuou como ministra da Eucaristia e integrou o coral de sua igreja, mantendo a prática de rezar o terço todas as noites. Os almoços de domingo, reunindo filhos e netos, eram seus momentos de maior contentamento, celebrados com conversas e afeto.
De personalidade afável e acolhedora, Vanda, carinhosamente conhecida como Dona Pituca, era reconhecida na comunidade por sua disposição em ajudar o próximo, especialmente em momentos de doença ou dificuldade. Ficou famosa por suas quitandas, com destaque para o pão de queijo e o pudim que preparava.
“Sua perseverança e fé, sempre voltadas ao próximo, mostram como esses valores podem iluminar caminhos, transformar realidades e deixar como legado o amor e a esperança”, destacou a justificativa ao projeto.






