Ensino integral avança em Mateus Leme e já atende mais de 300 alunos em sete escolas da rede

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Com a proposta de melhorar o desempenho escolar e apoiar famílias que enfrentam longas jornadas de trabalho, Mateus Leme aposta na ampliação do ensino em tempo integral como estratégia para oferecer às crianças mais segurança, mais alimentação e mais oportunidades de aprendizado. O município já mantém sete escolas com jornada estendida e atende 348 alunos do Ensino Fundamental I. A rotina dos estudantes combina reforço escolar, atividades culturais, esportes e quatro refeições diárias.

As escolas que oferecem horário integral são:  Ailza Maria de Jesus, Professora Bertina Ferreira, Bela Vista, Eid Nogueira Lopes, Judith Abreu Oliveira, Geny Guimarães de Oliveira e Maria Guaraciaba Passos.

“A escolha dessas unidades levou em conta a infraestrutura disponível, as diretrizes pedagógicas e a capacidade física para receber alunos por mais horas ao dia”, explica a Secretária de Educação, Fátima Gaia. Com a procura crescente, a pasta afirma que pretende ampliar as vagas no próximo ano.

O funcionamento varia conforme o turno original do estudante. Quem estuda pela manhã cumpre as aulas regulares das 7h às 11h30 e permanece na escola até 16h40. Já os alunos do turno da tarde chegam às 7h para as atividades do período integral, seguem até 11h30 e retomam o ensino regular até 16h40. A jornada atende exclusivamente crianças do Fundamental I e inclui quatro refeições diárias: café da manhã, lanche, almoço e lanche da tarde. “Todas elaboradas e balanceadas pela equipe de nutricionistas da rede municipal, garantindo qualidade nutricional adequada ao tempo de permanência na escola”, destaca Fátima.

Mais estrutura

No contraturno, os alunos participam de atividades de reforço de Língua Portuguesa e Matemática, práticas de música, artes, esportes, sustentabilidade, informática e aulas de inglês. “As atividades são conduzidas por profissionais habilitados em suas áreas de atuação, sob orientação da coordenação pedagógica e técnica da Secretaria Municipal de Educação”, revela Fátima Gaia.

Manter uma escola integral combina verba municipal com os repasses federais para manter as atividades. O desafio não é pequeno. A ampliação da carga horária exige mais estrutura nas escolas, equipe técnica capacitada, espaços adequados para refeições, áreas de convivência e materiais esportivos e artísticos. Como o modelo exige acompanhamento em diferentes turnos, a Secretaria recorre a professores habilitados e a monitores especializados nas áreas de esporte, artes e tecnologia.

Segundo Fátima, o governo federal garante um repasse complementar às escolas que funcionam em tempo integral, o que ajuda a sustentar e ampliar o programa no município. Esse recurso faz parte do Programa Escola em Tempo Integral, que estimula as cidades a oferecerem jornadas de pelo menos sete horas por dia, com prioridade para estudantes em situação de maior vulnerabilidade. Além do repasse financeiro, o governo também fornece apoio técnico e orientações pedagógicas para que as atividades sigam as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).