Ex-servidor do SINE denuncia assédio moral e irregularidades na Secretaria de Assistência Social de Juatuba

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O assessor do posto do SINE (Sistema Nacional de Emprego) em Juatuba, Fabrício Pazini, tornou públicas nesta semana uma série de denúncias relacionadas a episódios de suposto assédio moral e supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Assistência Social. Em relatos compartilhados em redes sociais e em grupos locais, Pazini aponta que os episódios começaram no início do ano. “Fiquei no SINE Juatuba, onde diariamente corria atrás de vagas e tentava recolocar pessoas no mercado de trabalho”, relatou.

Ainda de acordo com ele, o ambiente teria se tornado desafiador para os servidores com a chegada de um novo coordenador, em março. De acordo com Fabrício, o servidor começou a impor metas abusivas aos funcionários e tentou instalar câmeras de monitoramento na sala de atendimento ao INSS, o que foi recusado por uma funcionária. “Todos os dias ele inventava algo novo, inclusive foi advertido por uma servidora da SEDESE, que pediu para ele desacelerar”, afirmou.

Fabrício relata ainda um episódio constrangedor, em que o coordenador o teria acusado, na frente de outros servidores e usuários, de estar sendo alvo de críticas da comunicação e da Secretária de Assistência Social. “Elas disseram que eu estava imprimindo muitas fotos coloridas”, contou.  

Ao tentar verificar a veracidade das acusações, teve as informações negadas pelos supostos autores das reclamações. Quando pediu que o coordenador mostrasse a mensagem, ele alega ter sido tratado de forma rude. A partir daí, passou a formalizar suas saídas do setor por e-mail, para se proteger.

Ele conta ainda que, apesar de comunicar à secretária o que considerava assédio moral, nenhuma providência foi tomada. “Levei até um laudo psicológico recomendando minha transferência de setor. Ao invés disso, fui demitido”, denunciou. Em um episódio polêmico no dia de sua dispensa, Fabrício afirma ter usado uma faca para retirar uma fechadura que ele mesmo havia instalado em uma gaveta. O coordenador, segundo ele, nem estava presente no SINE, mas sim resolvendo assuntos para a Ascotélite, associação dirigida pela filha da secretária de Assistência Social.

“Quando fui na Secretaria, disse que ela não teve caráter para me dispensar pessoalmente. Ela me chamou de desequilibrado por ter usado a faca contra o coordenador”, contou. Ainda conforme seu relato, o prefeito foi procurado e informado dos fatos.

Entre outras denúncias, Fabrício afirma que o coordenador teria utilizado o cargo público para promover uma empresa própria de lubrificantes, organizando uma palestra com brindes e lanches para empresários da cidade — o que configuraria improbidade administrativa. “Denunciei à SEDESE, mas saí antes de saber o resultado”, afirmou.

Além disso, segundo ele, o coordenador teria sido contratado como pessoa jurídica (PJ), o que é irregular em cargos de confiança. Outros servidores também estariam insatisfeitos com a gestão do órgão. “Graças a Deus muita gente me apoia e diz que não perdi nada. Disseram que lá está um inferno e que também estão procurando emprego fora”, concluiu.