Lama e poeira: moradores denunciam situação da Rua do Cemitério, em Juatuba

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Moradores do bairro Cidade Satélite têm se manifestado nas redes sociais sobre as condições difíceis enfrentadas no dia a dia. Sem pavimentação, as vias se transformam em um verdadeiro desafio principalmente durante o período de chuvas, quando a lama toma conta do caminho e impede o trânsito seguro de carros, motos e pedestres. É o caso de quem mora nas ruas Dr. Ernesto Chagas, conhecida em Juatuba como a Rua do Cemitério, que tem sido uma das mais difíceis de transitar neste período.

Quem vive na região conta que sair de casa em dias chuvosos exige paciência e cuidado. O barro deixa a rua escorregadia e cheia de buracos, aumentando o risco de acidentes e prejuízos.

O mototaxista Nucêncio Silva, morador da Rua Correia Costa, relata que convive com o problema há mais de 20 anos. Segundo ele, a situação é tão complicada que, muitas vezes, é preciso mudar completamente o trajeto para conseguir chegar em casa. “Eu, por exemplo, fico bem na metade da rua, mas é uma ‘buracaiada’ doida.  Eu tenho que dar a volta de um quilômetro por causa das péssimas condições da rua do cemitério”, contou.

Caminhões atolados e dificuldade para trabalhar

Além dos moradores, motoristas também sofrem. Durante as chuvas, veículos acabam atolando com frequência, o que causa transtornos para quem depende da rua para trabalhar ou circular pela cidade.

“E quem sai para o trabalho vai de qualquer jeito, mas quando volta a garagem fica cheia de lama”, afirmou.

De acordo com ele, só nesta semana, pelo menos três caminhões ficaram presos na lama. “Ficaram atolados e tiveram que ser puxados por retroescavadeira”, contou.

Os moradores dizem que a situação se repete todos os anos e não é algo recente. Quando o tempo está seco, a falta de asfalto traz outro incômodo: a poeira. “Isso é o ano todo a mesma coisa. Quando não é lama é poeira”, desabafou.

Segundo Nucêncio, a falta de pavimentação afeta também crianças, idosos e pessoas que precisam se deslocar a pé, principalmente em dias de chuva, quando o barro toma conta da rua.

Coleta de lixo prejudicada

Outro problema causado pelas más condições da via é a dificuldade de acesso para serviços essenciais, como a coleta de lixo. Segundo ele, o caminhão passa três vezes por semana, mas nem sempre consegue entrar na rua. A situação obriga os moradores a levarem o lixo até ruas próximas, o que gera ainda mais esforço e desconforto. “Atrapalha e muito”, reforçou.

Segundo Nucêncio, os moradores já procuraram a prefeitura várias vezes e que promessas foram feitas, mas até agora nada saiu do papel.

“Nos prometeram, mas até hoje não vieram fazer as pavimentações”, disse. “Eles dizem que a rua do cemitério será asfaltada, mas até hoje também não começou”, afirmou.

Já a rua Correia Costa, onde ele mora, deverá receber bloquetes que segundo informações que ele teria recebido da prefeitura, estariam prontos há meses. “Inclusive os bloquetes estão prontos e, desde o ano passado era para começar e nada até hoje”, lamentou. Além da pavimentação, a população também pede melhorias no escoamento e no esgoto.