Com a chegada da temporada de reprodução do escorpião-amarelo, que ocorre entre os meses de outubro e março, os cuidados da população devem ser redobrados. Apesar de Mateus Leme já contabilizar 22 notificações de acidentes este ano, o número está abaixo da média registrada nos últimos quatro anos, que foi de 29 casos anuais.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Wagner Barbalho, os dados precisam ser analisados com cautela, mas até agora não indicam motivo para alarme. “Neste ano de 2025, os números estão abaixo da média dos últimos anos, mesmo já estando em agosto”, ressalta.
Segundo a Secretaria de Saúde, ainda não há um mapeamento formal de áreas críticas por parte da prefeitura, no entanto, os números apontam que as regiões com maior incidência do aparecimento do animal são o Centro, Azurita, Araçás e Vila Suzana. Apesar da preocupação que o tema gera, Wagner Barbalho esclarece que não foram registrados casos graves ou óbitos no município.
Em relação ao controle, o secretário explica como é a atuação da Zoonoses. “Não realizamos trabalho de dedetização nas residências, somente orientações e trabalhos educativos. No entanto, a dedetização é feita nos cemitérios do município para controle de baratas e escorpiões”, explica o secretário.
Em casos de acidente com escorpiões, a recomendação é que a vítima procure imediatamente a UPA, levando, se possível, o animal morto ou uma foto para identificação. “O paciente será avaliado e, se houver necessidade, encaminhado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, para receber o soro”, destaca Wagner Barbalho.
Sobre a prevenção, o Ministério da Saúde reforça que a população pode colaborar mantendo terrenos limpos, vedando ralos e bueiros e evitando o acúmulo de entulhos. Para denunciar focos de escorpiões ou solicitar vistorias, o cidadão deve entrar em contato com o Setor de Zoonoses da prefeitura.
Em Juatuba, a reportagem buscou informações sobre dados e ações de prevenção sobre acidentes com escorpiões, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.






