A IPC Maps, empresa que utiliza metodologias exclusivas para cálculos de potencial de consumo nacional, publicou estudo apontando que, mais de 245 mil Microempreendedores Individuais (MEIs) fecharam suas lojas entre abril de 2024 e abril de 2025, em detrimento das demais naturezas jurídicas que, juntas, registraram um incremento de 34,8% na quantidade de varejistas e atacadistas no período. Apesar da queda, as MEIs ainda estão em maioria no setor, respondendo por 3,4 milhões de empresas. Atualmente, o Brasil concentra 5.594.354 unidades de comércio. Destas, 2,5 milhões pertencem à Região Sudeste, seguida por 1,2 milhão no Nordeste. Ocupando as próximas posições do ranking, estão o Sul com mais de 974 mil estabelecimentos, Centro-Oeste e suas 504,6 unidades e, por último, a Norte contando com quase 368 mil empresas. Nesse contexto, os maiores mercados de comércio encontram-se, respectivamente, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Bahia.
1.712 microempresas fechadas em Juatuba e Mateus Leme
Em Itaúna os números são preocupantes, a pesquisa aponta que quase pouco mais de 2.500 empresas tiveram suas atividades encerradas, no mesmo período. As razões mais relevantes para o fechamento das microempresas de uma maneira geral são decorre, frequentemente, da falta de planejamento e gestão financeira, que leva à mistura de contas pessoais e empresariais, ausência de capital de giro e precificação incorreta. A dificuldade em atrair e manter clientes também é crucial, muitas vezes pela falta de diferenciação do serviço/produto e marketing ineficaz. O desconhecimento ou não cumprimento das obrigações burocráticas (pagamento do DAS e envio da DASN-SIMEI) é outra causa recorrente. Além disso, a má gestão do tempo e sobrecarga de trabalho, característica comum de quem é “faz-tudo” no próprio negócio, e fatores externos como crises econômicas e mudanças no mercado, impactam diretamente a sustentabilidade desses pequenos empreendimentos.






