Moradores da Rua Antônio Batista Duarte, no bairro Cidade Nova II, têm divulgado reclamações sobre transtornos no local há cerca de dois meses. Buracos, lama, poeira, lixo acumulado e passeios destruídos transformaram o que antes era uma rua asfaltada e organizada em um cenário de abandono.
Segundo relatos, os problemas começaram após intervenções realizadas pela Copasa, que abriu a via para realizar obras, mas não fez a recomposição adequada do asfalto, dos passeios e do meio-fio.
Uma moradora que não quis se identificar, conta que hoje a realidade é marcada por lama, buracos e lixo espalhado por toda a extensão da via. “Aqui é lama, buraco e lixo. Quando faz sol, a gente quase morre de tanto comer poeira. Quando chove, estamos no barro”, relata.
Além dos danos na rua, os passeios das casas também foram comprometidos. Segundo a moradora, até mesmo os meios-fios foram arrancados durante as obras. “Quebrou meu passeio, o da casa vizinha, a rua inteira. Levaram até os meios-fios e não vieram consertar”, conta. O problema, segundo ela, gera constrangimento e dificuldades no dia a dia. “A gente tem vergonha de receber visita em casa. Não sabe onde a pessoa estaciona, como entra ou sai. É só bagunça.”
Outro ponto que revolta os moradores é a falta de fiscalização e de cobrança por parte do poder público. Para a moradora, cabe ao município exigir que a Copasa refaça corretamente o serviço. “Quem tem que resolver isso é a prefeitura. Não existe pegar uma rua pronta e entregar tudo quebrado. Alguém tem que pressionar a Copasa”, afirma.
Ela lembra que a rua sempre foi bem cuidada ao longo dos anos. “Essa rua sempre foi asfaltada direitinho, desde a época do Pedro. Agora você vê só terra, lama e abandono”, lamenta.
Alguns moradores chegaram a refazer os passeios por conta própria, com recursos próprios, para não conviver com o problema. A moradora, no entanto, afirma que não fará o mesmo. “Eu não vou arrumar o que eu não quebrei. Quero meu passeio pronto, do jeito que estava. A gente paga IPTU, paga água, paga luz, paga tudo. Na hora do retorno, deixam essa bagunça”, desabafa.
Lixo acumulado sob o viaduto
Além dos transtornos nas portas das casas, moradores afirmam que a situação se agrava ainda mais nas proximidades do viaduto da BR-262, onde há acúmulo de terra e resíduos. “Se você for lá debaixo do viaduto, fica besta com a bagunça. É um nojo, um monte de lama de um lado e lixo do outro”, afirma.
Segundo os moradores, já foram feitos dois protocolos formais, um junto à Secretaria de Obras e outro no Meio Ambiente, pedindo ao menos a retirada do lixo. No entanto, até agora, não obtiveram resposta. “Já fiz dois protocolos pedindo para tirar pelo menos o lixo, mas ninguém respondeu. Enquanto isso, a Copasa vem todo dia, bagunça mais e vai embora”, diz.
Resposta da Copasa
Em nota, a Copasa confirmou que foi realizada a implantação de rede coletora de esgoto no local, com objetivo de ampliação da cobertura do sistema operado pela Companhia.
No entanto, devido a intensificação das chuvas registrada no mês de janeiro, a concessionária explicou que “não foi possível realizar a remobilização imediata das equipes para a conclusão definitiva dos serviços de recomposição”. Como medida provisória, a Copasa informou que “ foi executada a recomposição temporária do pavimento, de forma a minimizar os impactos à população e garantir condições mínimas de circulação no local”.
Ainda segundo a concessionária, as obras recomeçarão em breve. “A Copasa destaca que a área já está incluída no cronograma de remobilização, e as equipes retornarão ao local tão logo haja melhora nas condições climáticas, permitindo a execução segura e adequada dos serviços finais”, ressaltou a nota.






