A Prefeitura de Juatuba iniciou uma campanha de conscientização para alertar a população sobre os riscos e ilegalidades das queimadas irregulares em lotes vagos e quintais. Essa prática se torna mais comum no período pós-chuvas, quando o mato cresce e muitos moradores recorrem ao fogo para limpar os terrenos.
Apesar da iniciativa do município, casos de queimadas irregulares ainda são frequentes na região. Nesta semana, uma moradora que preferiu não se identificar relatou à redação do Jornal de Juatuba a realização de queimada em um lote abandonado na Rua Dão Cabral, no bairro Cidade Satélite. De acordo com ela, o terreno não possui muros ou cercas e tem sido alvo constante de queimadas clandestinas. “Esse lote fica a Deus dará, sem muro ou cercas. Chamei a polícia, mas pediram para identificar o dono do terreno”, afirmou.
O incêndio no local teria sido controlado por um morador vizinho, que precisou utilizar uma mangueira para evitar que o fogo se alastrasse para um canavial próximo. “Se o parente do moço não apagasse o fogo com baldes teria queimado toda a plantação”, relatou a denunciante. Segundo ela, a polícia sugeriu acionar um caminhão-pipa para auxiliar no controle das chamas, mas a dificuldade em identificar o proprietário do lote tem dificultado as medidas preventivas.
O Jornal de Juatuba entrou em contato com a Defesa Civil do município, que informou que uma equipe iri ao local para averiguar a situação e tomar as providências necessárias. A instituição reforçou que queimadas em terrenos urbanos representam um grave problema ambiental e de saúde pública, além de poderem causar danos aos imóveis vizinhos.
A prefeitura orienta os moradores a denunciarem casos de queimadas irregulares através dos canais oficiais do município e destaca que a limpeza dos lotes deve ser realizada por meios adequados, como o roçamento manual ou mecanizado, evitando riscos à população e ao meio ambiente.
Segundo a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998, artigo 54), provocar queimadas pode resultar em pena de um a quatro anos de prisão, além de multa. Além das sanções legais, a fumaça proveniente desses incêndios compromete a saúde da população, afetando principalmente idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias, como asma e bronquite. A fauna local também sofre impactos, colocando em risco os animais que habitam a região.
