Ponte no Bairro Santa Cruz recebe o nome de Zé Miné, músico de Mateus Leme

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A Câmara de Mateus Leme aprovou na reunião desta segunda-feira (15), projeto de lei de autoria do vereador Moisés Tuba que concede o nome de José Gonçalves Miné, conhecido como “Zé Miné”, à ponte que está sendo construída no Bairro Santa Cruz. Localizada na rua Dona Filó, a estrutura é vital para o acesso ao bairro e ao Povoado de Boa Vista, e agora simboliza a história de um de seus cidadãos mais ilustres.

História de Zé Miné

José Gonçalves Miné, o Zé Miné, nasceu em 19 de agosto de 1939, na cidade de Carmo da Mata. Primogênito de Maria Carimélia de Jesus e José Gonçalves Miné, ele aprendeu desde cedo os valores que guiariam sua vida: honestidade, humildade, respeito e amor ao próximo. Sua infância foi marcada pelo trabalho e pela responsabilidade. A necessidade de ajudar os pais na criação dos irmãos mais novos o privou dos bancos escolares, mas não do aprendizado mais valioso, o da vida.

Ainda jovem, Zé Miné mudou-se para Mateus Leme, cidade que ele escolheu para fincar raízes e construir sua história. Foi lá que conheceu Lúcia, sua grande companheira. Os dois se casaram em 9 de junho de 1962, na Igreja Matriz de Santo Antônio. Juntos, construíram uma família numerosa e unida, tornando-se pais dedicados de cinco filhos: Roberto, Maria Aparecida, Regina, Silva e Roberta. O casal também acolheu com amor o neto Roberto Júnior, tratando-o como filho.

A família, seu maior orgulho, cresceu. Vieram os netos Ítalo, Itael, Thiago, Lucas, Ana, Gustavo, José Otávio e Luísa. Mais tarde, se tornou bisavô com a chegada dos gêmeos Bárbara e Bernardo, seguidos de Maria Alice, João Miguel, João Ítalo, Sofia e Antonela.

Zé Miné encontrou na música uma forma de expressar sua alegria contagiante e sua generosidade. Ele foi um integrante do grupo Acadêmicos do Samba, levando o ritmo e a animação por onde passava. Também participava ativamente dos tradicionais grupos de quadrilha junina.

Homem de fé inabalável, Zé Miné era conhecido por seu caráter e seu amor incondicional pela família. Ele partiu há 15 anos, mas sua essência permanece viva na memória de quem o conheceu. “Deixou um legado precioso: a simplicidade no viver, a honestidade no agir, a humildade no ser e a força do seu trabalho”, diz o texto do projeto de lei.