Algumas ruas de Juatuba devem começar a receber obras de pavimentação nos próximos meses. Entre as vias já previstas no planejamento da Secretaria de Obras estão a Rua Maria Joana de Freitas e a Rua Doutor Ernesto Chagas, conhecida por ser o principal acesso ao Cemitério Municipal.
A pavimentação da Rua Doutor Ernesto Chagas, inclusive, já passou pelo processo de licitação e tem início programado para março, após o período mais intenso de chuvas. A obra contará com recursos provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Diego Andrade. Segundo o secretário municipal de Obras, Messias Leão, o cronograma foi ajustado justamente para garantir melhores condições de execução.
“Essa via já tem ordem de início programada para março. A decisão de aguardar o fim do período mais crítico de chuvas foi técnica, porque a pavimentação precisa de condições adequadas para garantir durabilidade”, explicou.
Outras ruas também estão em fase final de projeto e devem ser anunciadas oficialmente pela prefeitura ao longo dos próximos meses.
Planejamento e definição de prioridades
Segundo o Secretário, a definição de quais ruas receberão pavimentação faz parte de um estudo técnico realizado pela Secretaria de Obras. “O levantamento leva em conta diversos fatores antes de autorizar o início das intervenções”, disse Messia.
Entre os critérios analisados estão o fluxo de veículos, a urgência da obra, o impacto social para os moradores, além das condições de drenagem e da topografia do local.
De acordo com Messias Leão, a fabricação de bloquetes por si só não significa que uma rua está pronta para receber pavimentação imediatamente. “A aplicação do material depende de todo um planejamento técnico. Antes da obra é preciso avaliar drenagem, base da via, topografia e também a disponibilidade orçamentária”, afirmou.
Bloquetes prontos aguardam aplicação
No fim de 2025, a prefeitura chegou a produzir bloquetes, mas segundo a Secretaria, parte desse material foi utilizada em intervenções pontuais em espaços públicos.
“Entre os locais que receberam melhorias está o entorno do Estádio do Curumim, além de outras áreas institucionais que precisavam de ajustes estruturais”, explicou.
Mesmo assim, moradores observaram que uma parte do material permaneceu armazenada no pátio da prefeitura. Segundo o secretário, isso ocorreu porque nem todas as vias estavam com os projetos técnicos finalizados naquele momento.
“A fabricação do material não significa que todas as frentes já estavam autorizadas para execução imediata. A pavimentação exige planejamento completo antes de começar”, disse.
Um dos questionamentos mais frequentes entre moradores é a demora na pavimentação das ruas do município. A própria Secretaria de Obras confirma que, ao longo de todo o ano passado, não houve ampliação da quilometragem de vias pavimentadas no município. Segundo a prefeitura, o primeiro ano foi dedicado em intervenções de manutenção consideradas prioritárias, como a recuperação do asfalto em trechos da rota escolar e reformas estruturais em escolas municipais.
Segundo Messias Leão, o período foi dedicado principalmente à reorganização administrativa e técnica da pasta. “O ano de 2025 foi voltado para reorganizar processos, revisar contratos, recuperar equipamentos e estruturar o planejamento da secretaria”, explicou.
Máquina de bloquetes ainda passa por ajustes
Outro ponto que influenciou o ritmo das obras foi a situação da máquina utilizada na fabricação dos bloquetes. De acordo com o secretário, o equipamento foi recebido pela atual gestão após um longo período sem manutenção adequada.
“A máquina ficou bastante tempo parada e apresentava problemas técnicos. Foi necessário realizar ajustes para garantir segurança e eficiência na produção”, afirmou.
Com a manutenção em andamento, a expectativa da secretaria é retomar gradualmente a fabricação e alinhar o ritmo de produção ao cronograma de aplicação nas ruas.
Segundo Messias Leão, a ideia é justamente sincronizar melhor as etapas de produção e aplicação para evitar desperdícios ou longos períodos de armazenamento.
“A produção própria continua sendo vantajosa quando está associada a um planejamento técnico adequado e a um cronograma de execução compatível”, disse.
Outro fator que influencia diretamente o andamento das obras é o clima. Durante períodos chuvosos, a pavimentação com bloquetes ou asfalto costuma ser suspensa.
“Não é possível produzir e aplicar os bloquetes ao mesmo tempo quando o clima não permite. A chuva interfere diretamente na qualidade da obra”, explicou.
Além das ruas já anunciadas para o primeiro semestre, outras vias ainda devem entrar no cronograma conforme os projetos forem finalizados.
“Estamos consolidando o planejamento anual com base na capacidade operacional da secretaria, no orçamento disponível e na conclusão dos projetos técnicos”, afirmou Messias Leão.






