Sob ameaça de multa diária de R$ 100 mil, Copasa é obrigada a restabelecer água em Mateus Leme

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Após meses de relatos de torneiras secas, baixa pressão e abastecimento irregular em diversas regiões de Mateus Leme, a prefeitura decidiu agir com mais rigor para garantir a regularização do serviço no município. Em setembro do ano passado, a administração divulgou que havia entrado com uma ação na Justiça contra a Copasa, concessionária responsável pelo abastecimento. Nesta semana, a prefeitura divulgou a boa notícia: A Justiça obrigou a empresa a restabelecer e manter o fornecimento contínuo de água no município. Em caso de descumprimento, a Copasa poderá ser multada em R$ 100 mil por dia, valor que pode chegar a até R$ 3 milhões. Além disso, se não for possível o abastecimento imediato pela rede, a empresa é obrigada a fornecer água por meio de caminhões-pipa.

Para garantir que a decisão seja cumprida, a prefeitura colocou a equipe de fiscalização em campo. Segundo a administração, fiscais estão visitando bairros e residências para verificar a situação real do abastecimento, registrar irregularidades e reunir provas.

A prefeitura orientou que se faltar água, o morador deve denunciar à Ouvidoria, pelo telefone (31) 99520-7988. “As denúncias da população são fundamentais”, ressaltou.

ARSAE fiscalizou na semana passada

Outro ponto importante foi a visita da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG) ao município. A fiscalização foi realizada ao longo de três dias, com equipes técnicas em campo para avaliar o sistema de abastecimento. De acordo com a agência, após a conclusão das vistorias e análises técnicas, há um prazo padrão de até 45 dias úteis para a elaboração do relatório final. Esse documento deve apontar possíveis irregularidades e indicar os encaminhamentos necessários, incluindo prazos e responsabilidades.

Copasa estuda soluções

Na semana anterior, a reportagem também procurou a Copasa para esclarecer as causas do problema. Em resposta, a empresa informou que identificou redução na vazão e na pressão da água em determinados períodos do dia. Segundo a concessionária, a situação estaria relacionada ao aumento das temperaturas e ao maior consumo por parte da população.

Como solução, a Copasa afirmou que está finalizando um projeto estrutural para ampliar as adutoras que transportam água da Estação de Tratamento de Água (ETA) Serra Azul até Mateus Leme, além de substituir o sistema de bombeamento. A proposta prevê a duplicação da vazão atual, o que deve aumentar a oferta de água.

As obras estão previstas para começar no primeiro semestre de 2026, com duração estimada de até 24 meses, e a expectativa é de melhora considerável já após o primeiro ano. Enquanto isso, a empresa diz realizar ações emergenciais, como monitoramento do sistema, combate a vazamentos e uso de caminhões-pipa, além de estudos específicos para reforçar o abastecimento em bairros mais afetados.