Ponte no Caminho de Freitas levará o nome do comerciante Carlos Custódio

0
183

A Câmara Municipal aprovou projeto de lei, de autoria do vereador Chico da Venda, que nomeia como Carlos Custódio Gonçalves, ponte que será construída na comunidade de Freitas, zona rural do município. Segundo o texto, a estrutura, que futuramente facilitará o acesso e o escoamento da produção local, carregará o nome de quem dedicou sua vida a unir e fortalecer aqueles que ali vivem.

Chico da Venda relembrou a figura do amigo. “Eu tive o prazer de conhecê-lo. Ele me ensinou muito sobre Mateus Leme, me falou sobre política desde a época do capitão Chaves. Era bom de papo, a gente ficava horas batendo papo na venda dele. É uma homenagem simples, mas muito importante para uma pessoa que fez muito por Mateus Leme”, declarou.

A vida de Carlos Custódio

Carlos Custódio Gonçalves foi um homem querido e admirado na comunidade de Freitas, onde viveu por sete décadas. Ali, ele construiu sua vida ao lado da esposa, criou seus filhos, noras, genros e netos.

Homem batalhador, seu Carlos sonhava com o progresso de Freitas, assentado sobre valores sólidos: desejava que o local fosse um espaço de paz, união e fraternidade entre as famílias. Mesmo diante das dificuldades com a vida no campo, que muitas vezes traziam angústia, ele nunca perdeu a fé. Sua perseverança e sua capacidade de criar sua família na simplicidade e com valores inabaláveis deixaram um legado que permanece vivo.

Ele foi proprietário do “boteco Carlos Dudu”, um estabelecimento simples que era muito mais que um comércio: era a praça, o centro cultural e o ponto de apoio da comunidade. Lá, ele recebia amigos e conhecidos, compartilhando causos e histórias que, contadas com seu jeito único, prendiam a atenção de todos.

Sua vida comunitária se dividia entre a sociabilidade do boteco e a espiritualidade da pequena igreja no alto da montanha, onde elevava suas orações e preparava sua alma, fortalecendo a fé que tanto o guiava. Amante da cultura raiz, seu Carlos alegrava-se com as noites de forró e encantava-se com a tradição da Folia de Reis, manifestações que mantêm viva a identidade cultural da região.

Agora, seu nome, que já era gravado na memória afetiva de Freitas, dará nome à ponte que liga o restante da cidade ao lugar onde viveu toda a sua vida.