Artista busca apoio para lançar livro com aquarelas que resgatam a memória urbana de Mateus Leme

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A busca por apoio e patrocinadores para transformar em livro as memórias visuais de Mateus Leme é hoje o principal objetivo do artista plástico Paulo Henrique Mileib. Responsável pelo projeto Aquarelas de Mateus Leme, ele trabalha para viabilizar a publicação de uma coleção dividida em três volumes, que reunirá cerca de 280 aquarelas retratando antigas construções, ruas, paisagens e cenários históricos da cidade. A expectativa é lançar a obra até o fim de 2026.

O projeto começou em fevereiro de 2022, quando Paulo Henrique decidiu registrar, por meio da arte, lugares que desapareceram ou passaram por grandes transformações com o crescimento urbano do município. Desde então, ele vem produzindo pinturas detalhadas de casas antigas, fachadas comerciais, ruas tradicionais e pontos marcantes da história local, criando um verdadeiro acervo ilustrado da memória urbana de Mateus Leme.

“Com a evolução constante do município e as rápidas mudanças, a intenção é fazer o trabalho o mais detalhado possível”, explica o artista. Segundo ele, todas as aquarelas produzidas ao longo desses mais de quatro anos serão incluídas na publicação.

A obra receberá oficialmente o nome Aquarelas de Mateus Leme e será organizada em três volumes. O primeiro livro reunirá pinturas das principais ruas da cidade e já possui cerca de 120 páginas. O segundo será dedicado aos distritos e à histórica Fazenda da Rede, somando atualmente 78 páginas. Já o terceiro volume contará com outras ruas e regiões do município, alcançando, até o momento, 138 páginas. O material ainda pode crescer, já que novas aquarelas continuam sendo produzidas diariamente.

Além do trabalho artístico, Paulo Henrique também é responsável pela pesquisa histórica, redação dos textos e organização editorial da obra. Entre as etapas que ainda precisam ser concluídas estão a revisão do conteúdo, diagramação, projeto gráfico e levantamento de informações complementares sobre alguns imóveis e locais retratados nas pinturas.

Apoio de moradores

Para tirar o projeto do papel, o artista pretende mobilizar principalmente a própria comunidade mateus-lemense. A ideia é buscar apoio de moradores interessados em preservar a história de suas famílias, imóveis e lembranças afetivas ligadas à cidade. Também está nos planos utilizar plataformas de financiamento coletivo para ampliar a arrecadação.

“Pensei em coletar doações com alguns moradores que têm interesse em ter a história de suas casas e familiares divulgadas”, conta Paulo Henrique. Como forma de reconhecimento, ele pretende oferecer exemplares do livro aos apoiadores, de acordo com o valor das contribuições realizadas.

O artista afirma que trabalha diariamente na finalização do projeto para conseguir concluir a captação de recursos ainda este ano. “Por isso estou trabalhando diariamente na finalização”, finaliza.