A polêmica da vez em Juatuba surgiu logo após a chegada de um Projeto de Lei Complementar à Câmara, que autoriza a criação da guarda municipal. A matéria já encaminhada às comissões e que será votada nos próximos dias tem causado grande desconforto aos guardas patrimoniais efetivos e ao sindicato dos servidores públicos.
Em entrevista ao jornal de Juatuba e Mateus Leme, Sheila Teixeira de Almeida Souza, representante titular da comissão da Guarda Patrimonial de Juatuba, afirmou que a principal preocupação da classe é que o projeto acabe com a Guarda Patrimonial, já que a função não consta do edital do concurso público divulgado pela administração.
“A Guarda é composta por cerca de 60 servidores, mais da metade deles são efetivos e a outra parte contratada. Nós não somos contra a criação da guarda municipal, mas nosso maior medo é que nossa função seja extinta, já que não há no concurso oferta de vagas para o cargo de guarda patrimonial”,diz.
Segundo Sheila, a Guarda Patrimonial é amparada pela previdência própria do município e se os gestores continuarem a extinguir os cargos efetivos, logo os servidores sofrerão graves problemas previdenciários. “Outro ponto que questionamos é que prefeito alega que não tem dinheiro para aumentar os salários dos servidores, mas existe uma reivindicação antiga de adequação salarial da Guarda Patrimonial, que tem remuneração muito defasada”.






