A reportagem do Jornal de Juatuba e Mateus Leme foi procurada pela cidadã Helena Maria da Silva, que relatou que seu neto foi vítima de negligência médica na Policlínica de Juatuba e que como reclamou, está sendo processada.
Segundo Helena, ela levou o neto Guilherme Henrique Rodrigues, de quase dois anos, com febre e muitas dores na cabeça à Policlínica, mas a única prescrição que a criança recebeu foi dipirona e soro.
A senhora alega que a luta com a criança no sistema de saúde de Juatuba persistiu por 20 dias, com ela levando seu neto na policlínica e os profissionais liberando o garoto sem pedir exame ou fazendo o encaminhamento para especialistas.
Como a criança não melhorou, Helena pagou uma consulta particular com um neuropediatra, que solicitou que a família retornasse à Policlínica e solicitasse com receituário do SUS o encaminhamento a um hospital com urgência, devido à suspeita inicial de meningite e pneumonia.
No entanto, Helena diz que ao chegar novamente na Policlínica, mesmo com o receituário do médico particular em mãos, o gerente da unidade de saúde, Marco Aurélio, se negou a fazer o encaminhamento do garoto ao hospital e pediu para que a avó o deixasse em observação. “Eu até tentei argumentar que meu neto morreria lá, mas ele simplesmente se negou a encaminhá-lo para um hospital da região, deu as costas e saiu. Não tive saída, fui para as redes sociais, contei todo o caso e externei minha indignação com a Saúde precária em Juatuba”.
A avó da criança revelou que foi até Betim e conseguiu o atendimento do neto no Hospital José Sabino Neto, no Jardim Teresópolis. “Finalmente meu neto foi atendido e hoje faz o tratamento com neuropediatra, mas se não tivéssemos conseguido atendimento lá, só Deus sabe o que poderia ter ocorrido por negligência “, reafirma.
Como Helena publicou no Facebook toda história e a falta de assistência na Saúde Municipal, ela está sendo processada por calúnia, difamação e ameaça. “Logo após todo o desespero e o meu neto ser atendido em Betim, ao invés de o Gerente da Policlínica nos prestar assistência de qualidade, ele foi à delegacia e me acusou de calúnia e difamação. Já a Secretária de Saúde, Amélia Augusta, corroborou com a denúncia e até disse que eu os ameacei de morte, o que não procede de forma alguma”.






