A manhã do próximo dia 22 promete ser especial na Livraria Da Rua, na Savassi. Aos oito anos, a escritora mirim Isadora Botinha, filha dos proprietários do Hotel Vila Campana, em Juatuba, se prepara para viver um dos momentos mais marcantes de sua infância: o lançamento de seu primeiro livro, “No Dia Que Ganhei Um Cachorro”.
O evento, marcado para às 11h, deve reunir familiares, amigos, leitores e curiosos que já acompanham a trajetória da menina. Apesar da pouca idade, Isadora trata o projeto com seriedade. Participou de todas as fases da edição, revisou detalhes e fez questão de opinar em cada etapa. O resultado é um livro que reflete a forma como lida com suas expectativas, sua imaginação e sua personalidade.
Segundo a avó da escritora, Dalva Camilo, o interesse de Isadora pela escrita surgiu muito antes do livro virar realidade. Desde pequena ela já produzia mini histórias e mini livros, rabiscando narrativas que inventava ao redor da casa. “Um dia, eu a levei para fazer aula de desenho. Chegando lá, conheceu uma menina autista que lhe deu o seu caderno para ler a estória que ela escrevia”, conta. Encantada, Isadora saiu da atividade decidida: queria escrever um livro.
A avó, percebendo o entusiasmo, presenteou a neta com um caderno e uma caneta cor-de-rosa para que ela desse início ao sonho. Foi ali que nasceu o embrião de “No Dia Que Ganhei Um Cachorro”.
A obra conta uma história que começa quando Isadora tinha apenas dois anos de idade. Na época, ela se apaixonou pela ideia de ter um cachorro. A cada aniversário, a expectativa crescia e se tornava um capítulo do livro. No entanto, ano após ano, o tão desejado companheiro de quatro patas não chegava.
O livro conduz o leitor por essa espera ansiosa e cheia de imaginação, até que, finalmente, aos sete anos, Isadora viu seu sonho se concretizar. “O livro surge com a naturalidade de suas experiências e, em suas palavras, há uma identificação com as histórias de tantas outras crianças que se encantarão com as memórias de Isadora”, diz a avó.
Além de escrever, Isadora também ilustrou a obra. Cada desenho, criado por ela mesma, traduz a visão da pequena escritora sobre os acontecimentos narrados. A escolha foi natural: a menina sempre gostou de desenhar e achou importante que as ilustrações tivessem sua própria linguagem, fiel às lembranças que carrega. “Ela mesma ilustrou o seu o livro. Ela imaginou e criou todos os seus desenhos”, conta Dalva, orgulhosa.
Atualmente, Isadora também se dedica à criação de gibis, com histórias curtas que misturam cotidiano, fantasia e doses generosas de humor.






