Leilão da BR-040/MG vai viabilizar quase R$ 9 bilhões para obras e serviços operacionais

Concessão inclui duplicação de quase 164 quilômetros de pistas, além de implantação de faixas adicionais e marginais, entre outras melhorias, entre Belo Horizonte e Juiz de Fora

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O leilão de concessão da BR-040/MG, entre Belo Horizonte e Juiz de Fora já tem data e local confirmados: 11 de abril, na Bolsa de Valores de São Paulo. A previsão do Ministério dos Transportes é que o leilão assegure R$ 8,8 bilhões para investimentos em novas obras e serviços operacionais no trecho a ser concedido, que soma 231,7 quilômetros de extensão.

O segmento rodoviário vai do entroncamento da com a BR-356/MG, em direção a Belo Horizonte, até o entroncamento com a Antiga União e Indústria, Bairro Barreira do Triunfo, em Juiz de Fora. Mas o projeto beneficia diretamente moradores de 14 municípios mineiros, incluindo Barbacena, Juiz de Fora, Conselheiro Lafaiete, Nova Lima, Ouro Preto e Belo Horizonte.

“Essa concessão garantirá os investimentos necessários para modernizar uma rodovia essencial ao abastecimento dos mais de 1,2 milhões de habitantes da região impactada e ao transporte de mercadorias em direção aos postos do Sudeste”, afirma o ministro dos Transportes, Renan Filho. “A BR-040 é uma rodovia importantíssima, com grande fluxo de veículos. Com a concessão, queremos elevar os níveis de serviços oferecidos, a capacidade operacional da via e a segurança aos usuários. É investimento em geração de emprego, renda e desenvolvimento”, completa.

Entre as melhorias previstas na concessão da BR-040/MG, estão:

• Duplicação de quase 164 quilômetros de pistas;

• Implantação de 42 quilômetros de faixas adicionais;

• 15 quilômetros de vias marginais;

• 18 retornos em nível

• 34 correções de traçado;

• 14 quilômetros de ciclovias

• 57 pontos de ônibus;

• 11 passagens de fauna

• 8 passarelas

• Ponto de Parada de Descanso (PPD) para caminhoneiros

O edital contempla ainda a implantação de tecnologias que incluem sistema de iluminação em curvas côncavas com restrição de visibilidade; sistema de análise de tráfego; detecção automática de incidentes; circuito fechado de TV, com 117 câmeras e 20 câmeras na passarela; e sistema de monitoramento meteorológico. A possibilidade de transição do sistema de cabine pela cobrança eletrônica por livre passagem (free flow) também está prevista.