Moradores de Juatuba, voltaram a chamar atenção para os riscos enfrentados diariamente em um trecho da BR-262, na entrada da cidade. A situação foi tema de reportagem exibida nesta semana no telejornal Bom Dia Minas, da TV Globo. A matéria, que foi ao ar na última terça-feira (28), mostrou as dificuldades enfrentadas por pedestres e motoristas devido à falta de infraestrutura adequada no local.
De acordo com a reportagem, os principais problemas apontados pela comunidade são a ausência de calçadas, a sinalização insuficiente e a iluminação precária. Esses fatores, combinados ao intenso fluxo de veículos, tornam o trecho perigoso, especialmente para quem precisa se deslocar a pé entre bairros e o centro da cidade.
Um dos entrevistados foi o motorista de caminhão Nilson Rocha, morador do bairro Veredas, que utiliza diariamente o trecho para ir ao trabalho. Segundo ele, a travessia é motivo constante de preocupação. “A dificuldade que nós temos é que não existe nenhuma placa sinalizando que aqui é passagem de pedestres. Também não tem indicação de velocidade para os veículos nesse ponto. Isso deixa a gente muito vulnerável”, relatou.
Além da falta de sinalização, a inexistência de calçamento adequado obriga os pedestres a caminhar pelo acostamento ou até mesmo pela pista, disputando espaço com carros, caminhões e carretas. A situação se agrava ainda mais no período noturno, quando a iluminação é praticamente inexistente em boa parte do trecho.
Outro morador, Ronaldo Marques, relatou já ter sofrido um acidente ao passar pelo local. Ele mostrou marcas de um tombo recente, ocorrido enquanto voltava do trabalho para casa. “Aqui é escuro demais. A gente não enxerga direito onde pisa”, afirmou.
A reportagem também exibiu vídeos gravados por moradores relatando a escuridão na via. Em um dos relatos, o ajudante de pedreiro Adauto Oliveira destacou que, mesmo com o risco, ainda não há alternativa segura. “A gente acaba andando pelo asfalto. Aqui é muito perigoso. De vez em quando, tomba carreta”, contou.
Durante a entrevista, o repórter questionou como os pedestres lidam com a convivência direta com os veículos. A resposta foi direta: “Infelizmente, não temos outra opção”, disse o morador.
A instalação de guarda-corpo em frente à AMBEV, para impedir o estacionamento de carretas no local, também foi apontada pelos moradores como um problema para os pedestres. Segundo moradores, embora a medida tenha sido adotada para evitar o estacionamento irregular de caminhões às margens da rodovia, ela também bloqueou a passagem de pedestres em determinados pontos.
A educadora infantil Nilda Silva explicou que a estrutura, na prática, limitou ainda mais o espaço de circulação. “Se eu for andar pelo lado, não consigo, porque está tudo fechado com esse ferro. Então eu tenho que ir pelo asfalto mesmo.”, afirmou.
A comunidade cobra soluções urgentes. Entre as principais reivindicações estão a instalação de iluminação pública adequada, a implantação de sinalização eficiente e a construção de calçadas ao longo do trecho.
Ulisses Campos, presidente da associação dos bairros Ville Vern e Veredas 1 e 2, destacou a necessidade de intervenção do poder público. “Nós precisamos que seja feita uma calçada, para que as pessoas tenham um local apropriado para passar. Hoje, além da falta de estrutura, a ausência de iluminação piora ainda mais a situação, principalmente para quem sai do trabalho à noite”, destacou.
Ele ainda lembrou que há pontos isolados com iluminação, como nas proximidades da passarela na região, mas que a maior parte do trajeto permanece às escuras. “As pessoas saem do serviço entre 18h e 19h e enfrentam esse trecho completamente escuro. É muito perigoso”, disse.
Segundo a reportagem, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou que, desde 2015, a responsabilidade pela manutenção da iluminação pública passou a ser das prefeituras municipais. Isso inclui a substituição de lâmpadas e a instalação de novos pontos de luz.
A equipe de reportagem também entrou em contato com a prefeitura e com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), além da concessionária responsável pela BR-262, para obter posicionamentos sobre a situação e possíveis soluções.






