SAMU PODE PARAR EM 94 CIDADES DE MG

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fotos SAMU

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em 94 municípios de Minas Gerais está sob risco de paralisação. A situação, conforme reportado pelo jornal O Tempo nesta terça-feira, 1º de julho de 2025, deve-se a um alegado déficit de R$ 57 milhões na gestão do consórcio responsável pelo serviço.

A paralisação afetaria diretamente a capacidade de resposta a emergências médicas em grande parte do estado, incluindo a região central de Minas Gerais. O consórcio, que administra o SAMU nesses municípios, enfrenta acusações de irregularidades financeiras, o que compromete o repasse de verbas e a manutenção das operações.

Em caso de interrupção, a população das cidades impactadas poderia ficar sem o atendimento pré-hospitalar de urgência, essencial para casos como acidentes, infartos e AVCs. A crise financeira expõe a vulnerabilidade do sistema de saúde em relação à gestão de recursos e à continuidade de serviços críticos. Socorristas do Samu pressionam por direitos 

Segundo Núbia Dias, diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sindsaúde-MG) os condutores socorristas têm pressionado por greve no Samu.  Cerca de 2 mil trabalhadores estão mobilizados, cobrando por melhores condições de salários e pela inclusão do cargo como profissionais de saúde. “Um condutor socorrista recebe cerca de R$ 1.700, alguns R$ 1.860. São capacitados para atuar corretamente na cena do acidente e vivem uma jornada de risco, com plantões longos e muita pressão pelo imediatismo do resgate. Quando um adoece, causa um desequilíbrio na equipe”, explica. A categoria quer ser incluída no quadro de profissionais de saúde e, para isso, cobra a retomada da votação do Projeto de Lei 3.104/2020 na Câmara dos Deputados.