Trotes e ligações indevidas comprometem atendimentos do Samu em Minas Gerais

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Em Minas Gerais, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) enfrenta dificuldades para atender quem realmente precisa devido ao grande número de chamadas indevidas. Em Belo Horizonte, por exemplo, 36% das ligações registradas entre janeiro e julho de 2025 não tinham relação com emergências médicas. Muitas eram trotes ou pedidos de informações gerais, como endereços de unidades de saúde.

O gerente do Samu em BH, Roger Lage Alves, alerta que cada chamada falsa compromete o atendimento de ocorrências reais:

“Parte da população ainda não compreende a missão do Samu. O tempo que um atendente gasta com trotes impacta diretamente em quem precisa de socorro imediato”, afirmou.

O serviço reforça que o 192 deve ser acionado apenas em casos de risco real, como infarto, AVC, traumas graves, queimaduras, intoxicações ou crises convulsivas. Situações menos graves, como febre prolongada, dores leves, transporte para consultas ou exames, não devem ocupar o canal de emergência.

A conscientização da população é essencial para que o Samu possa prestar um atendimento mais rápido e eficiente.