Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (31/3), mostram que Juatuba e Mateus Leme fecharam o mês de fevereiro com saldo positivo. Mas, a diferença entre um e outro foi bem grande. Em fevereiro de 2026, Juatuba se destacou com um saldo positivo de 108 novas vagas formais, enquanto Mateus Leme teve um crescimento bem mais tímido, com apenas 9 postos de trabalho.
Em Juatuba, o resultado positivo veio principalmente da força da indústria. Ao todo, o município registrou 472 contratações e 364 demissões. Com isso, o número total de trabalhadores com carteira assinada chegou a 10.003, um crescimento de 1,09% em relação ao mês anterior.
O setor industrial foi o grande responsável por esse desempenho. Sozinho, ele gerou 141 novas vagas, com 216 admissões contra 75 desligamentos. Isso mostra que a indústria continua sendo o motor da economia local. Além disso, o tempo médio de permanência dos trabalhadores desligados foi de 18,8 meses, o que indica uma certa estabilidade nos empregos.
Outros setores também ajudaram no resultado positivo. O setor de serviços registrou 29 vagas, enquanto o comércio teve saldo de 12 empregos. Por outro lado, a construção civil perdeu 7 vagas e a agropecuária teve uma leve queda de 1 posto de trabalho.
Já em Mateus Leme, a situação foi diferente. O município registrou 367 contratações e 358 demissões, resultando em um saldo de apenas 9 empregos. O total de vínculos ativos chegou a 7.105, com uma variação pequena de 0,13%.
O principal fator que segurou o crescimento foi a construção civil. O setor teve um desempenho negativo, com a perda de 38 vagas — foram 54 demissões contra apenas 16 contratações. Esse foi o pior resultado entre todos os setores da cidade e acabou impactando diretamente o saldo final.
Além disso, a indústria, que costuma ter um papel importante em Mateus Leme, também apresentou leve queda, com saldo negativo de duas vagas.
Mesmo assim, alguns setores conseguiram resultados positivos e ajudaram a evitar um número negativo no total. O setor de serviços criou 33 vagas, o comércio teve saldo de 15 empregos e a agropecuária registrou saldo de uma vaga.
Outro ponto que chama atenção é o tempo médio de permanência no emprego. Em Juatuba, os trabalhadores desligados ficaram, em média, 16,9 meses nos postos de trabalho. Já em Mateus Leme, esse tempo foi menor, de 12,9 meses, indicando uma rotatividade maior.
Na prática, isso significa que Juatuba tem conseguido manter empregos por mais tempo, enquanto Mateus Leme enfrenta mais instabilidade, especialmente em setores como a construção civil.






